Faz quase um ano que eu prestei meu primeiro vestbular. Ou melhor, meu primeiro e único Enem (Exame Nacional do Ensino Medio), me lembro bem que no ano que eu concorri, foi aprovado um projeto de lei, modificando todo o esquema de provas e sistema de aplicação. O bonus que o Enem dava aos candidatos que faziam vestibular, fora transformado no proprio vestibular.
Secundaristas, e eu me encluo neste grupo, dos mais diversos niveis sociais e intelectuais sairam às ruas, com cartazes e protestos. Nunca consultaram o estudante, impuseram um modelo até então nunca usado, seriamos usados como cobaias de um sistema incerto, o qual se mostrou falho.
Uma semana antes da aplicação da prova, um funcionário da grafica contratada pelo Ministério da Educação resolve fazer aquilo que o brasileiro faz de melhor, se auto favorecer e prejudicar mais de cinco milhões de pessoas.
Estudantes, ainda mais revoltados, são de fato tratados como ratos de laboratório pelo orgão maior da representação dos direitos dos docentes do pais, o proprio Ministério. Chega então o dia da prova, e agora eu começo a contar o que eu presenciei individualmente. Na minha sala de prova, mais da metade das cadeiras estavam vazias, e ainda era só o primeiro dia. No momento, a primeira coisa que pensei foi "ótimo, concorrentes a menos", hoje eu paro e analiso... que vergonha.
No segundo dia de exame, aconteceu o que eu acho que foi o que mais me envergonhou em todo esse processo. Era dia da ultima rodada do campeonato brasileiro de futebol, para uns seria o dia em que o futuro estaria em jogo, seria o dia que esperou durante dezoito anos. Para outros, era o dia em que o time se tornaria campeão... e só. Entendo a posição daqueles que ficaram mais nervosos com o jogo do que com a prova, eu nao vou ser hipocrita, confesso que se fosse o meu Corinthians que estivesse brigando pelo título eu iria, por alguns momentos, me desfocar da prova, mas sair três horas antes de acabar o prazo para a entrega do cartão resposta para não perder o jogo? Isso eu nao consigo engolir.
Enfim, esse ainda não seria o maior dos problemas. Saem os gabaritos oficiais, e o que mais se comenta é o número de questões acertadas: 120, 93, 78, 157. Quando o boletim com o resultado sai: 670; 750; 733,24. Como que essa nota foi feita? Sistema TRI? Quer dizer que o estudante se mata fazendo uma questão e o sistema considera que ele chutou?
Por mais incrivel que pareça, esse não era o maior dos problemas. Abre o SiSU, todos os estudantes vao tentar fazer sua matricula e... não, o MEC achou mesmo, que um servidor de quinhentos mil acessos ia ser o suficiente para mais de cinco milhões de vestibulandos.
Quando enfim é corrigido o erro, os proprios estudantes se engalfinham para um tirar a vaga do outro, mesmo que por brincadeira, para ver se passava naquela universidade, só pelo prazer de ver o seu nome lá e não o de um aluno que de fato queria aquela vaga.
Ok, se voce ja cansou pode fechar a janela agora, por que a solução está longe de chegar.
Enfim consegui me inscrever, passei na terceira etapa para o curso que eu queria, quando fui fazer minha matricula, cheguei antes dos portões da universidade abrirem, ainda eram sete da manhã... eu saí de lá onze horas, sem minha matricula feita. Apenas com um pedaço minimo de papel que era minha garantia de que eu poderia justificar a presença no dia da matricula. Passei e fui matriculado para a segunda turma daquele ano.
Hoje é dia nove de novembro de dois mil e dez, faz três dias que a primeira prova foi aplicada, houve mais uma serie de falhas, tanto na aplicação tanto na orientação. e o nosso querido Ministro da Educação, com toda sua intelingencia solta a seguinte nota em entrevista à Rede Globo: "Vamos levar ao conhecimento da Justiça que a tecnologia educacional hoje permite, com toda a precisão, fazer isso a aplicação de provas diferentes, com o mesmo grau de dificuldade para os estudantes".
Bom ministro, sinceramente, eu não vejo toda essa eficiencia da tecnologia educacional. Foram dois anos de falhas, de erros, de descaso com os estudantes desta nação. E só para terminar, as provas não são diferentes, são as mesmas questões, apenas a ordem delas que é diferente.
Ah, voce está esperando a solução que eu falei mais acima? Relaxa, eu tambem ainda estou esperando.
R. P.
terça-feira, 9 de novembro de 2010
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
Choices
Quando a gente ainda é criança, nossas escolhas são totalmente acompanhadas pelos nossos pais. Se escolhemos brincar na rua, eles nos dizem para não ir longe e voltar antes das sete. Se ainda estivermos descobrindo as coisas que temos em casa e resolvemos testar a resistência daquele jarro chinês lindo que nossa mãe tem e ele quebra em mil pedaços, nossas escolhas tem um preço doloroso e ardido. A vida vai passando, vamos amadurecendo, ou pelo menos é isso que se espera, e nossas escolhas passam a receber uma seriedade, as decisões que tomamos podem mudar o rumo de nossas vidas, e na maioria das vezes, não tem como voltar atras.
O problema, é que a vida nos apresenta tanta coisa pra decidir. E isso começa muito cedo. Certo ou errado? Azul ou rosa? Pagode ou Heavy Metal? McCartney ou Lennon? Ela ou eu? São tantas decisões, que nem sempre a gente pode acertar. Eu mesmo acho que errei a maioria das minhas decisões. Calei-me quando tinha de dizer tudo, disse tudo quando deveria ter me calado. Fumei demais, bebi demais, falei demais, e nesse meio tempo, posso ter errado demais. Nunca fui de pensar muito antes de fazer as coisas, sempre fui impulsivo, e como um bom escorpiano, sempre quis aquilo que era mais difícil, e não desisti até conseguir.
Até onde essas escolhas me levaram a algo bom? Até onde esse caráter impulsivo me fez bem? Não fumo mais, bebo apenas uma cervejinha no fim de semana, só não larguei meu Jack Daniels, e isso se opõe totalmente ao que eu era a menos de um ano. Até onde a gente vai acertando? e até onde um erro pode nos ferir?
Mudei de novo nessas ultimas semanas. Embora nunca imaginasse que pudesse ser assim, comecei a pensar antes de agir e falar. Comecei a me indagar até onde aquilo poderia me ferir e até onde eu poderia ferir aquilo.
Hoje eu não me conheço mais, por mais que não pareça, que eu não demonstre. Eu me perdi dentro de mim, e tá difícil me encontrar.
O problema, é que a vida nos apresenta tanta coisa pra decidir. E isso começa muito cedo. Certo ou errado? Azul ou rosa? Pagode ou Heavy Metal? McCartney ou Lennon? Ela ou eu? São tantas decisões, que nem sempre a gente pode acertar. Eu mesmo acho que errei a maioria das minhas decisões. Calei-me quando tinha de dizer tudo, disse tudo quando deveria ter me calado. Fumei demais, bebi demais, falei demais, e nesse meio tempo, posso ter errado demais. Nunca fui de pensar muito antes de fazer as coisas, sempre fui impulsivo, e como um bom escorpiano, sempre quis aquilo que era mais difícil, e não desisti até conseguir.
Até onde essas escolhas me levaram a algo bom? Até onde esse caráter impulsivo me fez bem? Não fumo mais, bebo apenas uma cervejinha no fim de semana, só não larguei meu Jack Daniels, e isso se opõe totalmente ao que eu era a menos de um ano. Até onde a gente vai acertando? e até onde um erro pode nos ferir?
Mudei de novo nessas ultimas semanas. Embora nunca imaginasse que pudesse ser assim, comecei a pensar antes de agir e falar. Comecei a me indagar até onde aquilo poderia me ferir e até onde eu poderia ferir aquilo.
Hoje eu não me conheço mais, por mais que não pareça, que eu não demonstre. Eu me perdi dentro de mim, e tá difícil me encontrar.
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
Mulher de fases.
Sei que já há algum tempo desde minha ultima visita a este pub, na verdade, a ultima vez que apareci por aqui nada havia acontecido ainda, nada mesmo. Tudo seguia o curso natural, tudo estava calmo, eu estava calmo e isso nao me fazia mal algum, pelo contrario, me deixava bem comigo mesmo.
Na ultima vez que dei as caras, meu circulo social era mais boêmio, mais noturno, o que na época, era o meu modo de ser. Extremamente noturno. Bebia, fumava, nao mais cantava, e eu nao estou reclamando de nada disso, não, vivi isso de maneira intensa e aproveitei cada segundo como se fosse o ultimo.
Todavia, essa maneira de ser foi me cansando, as pessoas me cansaram, e como sempre fiz quando algo me enjoava, deixei em segundo, ou quem sabe até, em terceiro plano. Foi uma sensação boa me sentir livre e dono de mim novamente, mas, e sempre há um "mas", eu te vi. Sorri. Depois de muito tempo sem conseguir me soltar, me desprender das correntes que eu mesmo criei, eu me entreguei total e cegamente ao que eu senti. Aji corretamete?
Não tenho, e ainda não há como ter certeza, até por que ninguem a possui. Você é maravilhosamente complicada, me deixa totalmente confuso a maior parte do tempo, muda de idéia a cada segundo e nao consegue me deixar te "domar", mesmo que diga que queira.
Enfim, me enlouquece viver uma situação como essa, principalmente eu que sempre gostei de viver fazendo o que queria sem parar para pensar no que viria depois. É tudo muito opaco ainda, mas eu tenho paciencia suficiente para ouvir o teu "sim" e ganhar o meu brinde permanentemente.
R.P.
Na ultima vez que dei as caras, meu circulo social era mais boêmio, mais noturno, o que na época, era o meu modo de ser. Extremamente noturno. Bebia, fumava, nao mais cantava, e eu nao estou reclamando de nada disso, não, vivi isso de maneira intensa e aproveitei cada segundo como se fosse o ultimo.
Todavia, essa maneira de ser foi me cansando, as pessoas me cansaram, e como sempre fiz quando algo me enjoava, deixei em segundo, ou quem sabe até, em terceiro plano. Foi uma sensação boa me sentir livre e dono de mim novamente, mas, e sempre há um "mas", eu te vi. Sorri. Depois de muito tempo sem conseguir me soltar, me desprender das correntes que eu mesmo criei, eu me entreguei total e cegamente ao que eu senti. Aji corretamete?
Não tenho, e ainda não há como ter certeza, até por que ninguem a possui. Você é maravilhosamente complicada, me deixa totalmente confuso a maior parte do tempo, muda de idéia a cada segundo e nao consegue me deixar te "domar", mesmo que diga que queira.
Enfim, me enlouquece viver uma situação como essa, principalmente eu que sempre gostei de viver fazendo o que queria sem parar para pensar no que viria depois. É tudo muito opaco ainda, mas eu tenho paciencia suficiente para ouvir o teu "sim" e ganhar o meu brinde permanentemente.
R.P.
terça-feira, 10 de agosto de 2010
Stigmatized
Se eu desistir de você eu desisto de mim
Se lutarmos pela verdade, poderemos ficar juntos
Nem mesmo Deus e a fé que eu tenho
Não deveriam me prender aqui, não deveriam me manter longe de você
Me provoque, estendendo sua mão
Me deixe, ou me aceite como eu sou
E vivendo nossas vidas, estigmatizadas
Eu posso sentir o sangue correndo pelas minhas veias
Quando ouço sua voz, me deixando louco
Hora após hora dia após dia
Cada noite solitária que eu sento e rezo
Vivemos nossas vidas de maneiras diferentes
Mas continuamos juntos, você e eu
Apenas vivamos nossas vidas, estigmatizadas
Viveremos nossas vidas, levaremos socos todos os dias
Viveremos nossas vidas Eu sei que acharemos um jeito
Eu acredito em você
Mesmo que ninguém te entenda
Eu acredito em você
e eu realmente nao me importo
se nós estamos estigmatizados
Vivemos nossas vidas de maneiras diferentes
Mas continuamos juntos, você e eu
Vivemos nossos amores de maneiras diferentes
Vamos viver nossas vidas
Temos que viver nossas vidas
Vamos viver nossas vidas
Vamos viver nossas vidas,
Viver nossas vidas,
Estigmatizados
Se lutarmos pela verdade, poderemos ficar juntos
Nem mesmo Deus e a fé que eu tenho
Não deveriam me prender aqui, não deveriam me manter longe de você
Me provoque, estendendo sua mão
Me deixe, ou me aceite como eu sou
E vivendo nossas vidas, estigmatizadas
Eu posso sentir o sangue correndo pelas minhas veias
Quando ouço sua voz, me deixando louco
Hora após hora dia após dia
Cada noite solitária que eu sento e rezo
Vivemos nossas vidas de maneiras diferentes
Mas continuamos juntos, você e eu
Apenas vivamos nossas vidas, estigmatizadas
Viveremos nossas vidas, levaremos socos todos os dias
Viveremos nossas vidas Eu sei que acharemos um jeito
Eu acredito em você
Mesmo que ninguém te entenda
Eu acredito em você
e eu realmente nao me importo
se nós estamos estigmatizados
Vivemos nossas vidas de maneiras diferentes
Mas continuamos juntos, você e eu
Vivemos nossos amores de maneiras diferentes
Vamos viver nossas vidas
Temos que viver nossas vidas
Vamos viver nossas vidas
Vamos viver nossas vidas,
Viver nossas vidas,
Estigmatizados
terça-feira, 27 de julho de 2010
BrotherandSister
Veio como algo sem importância, eu estava de bem com a vida, tudo estava encaminhando da maneira como sempre fora. O plano estava sendo praticado sem nenhum desvio, tanto de rota quanto de conduta. Hoje quando eu fecho os olhos, eu tento dormir, mas continuo acordado e isso me faz sentir a sua falta. A falta da tua voz, da tua risada, do aroma do teu perfume...
Eu vejo a noite escura virar azul claro, mas não é o mesmo sem você, por que precisa-se de dois para sussurrar baixinho que o silencio não é tão ruim. Olho para as minhas mãos e o peito aperta, por que eu os espaços entre os dedos era onde os seus se encaixavam perfeitamente.
Hoje é o dia em que tudo está para acontecer, e eu poderei te olhar novamente. Por enquanto você deveria achar alguma forma de saber o que tem que fazer com isso. Eu duvido que alguém sinta o mesmo que eu sinto por você. Sabe, a gente tem tudo para, se não seguir o mesmo caminho, estarmos em avenidas paralelas e sempre nos encontrando em alguns cruzamentos. Eu espero que alguns possam ser um tanto perigosos. Você sabe a paixão pelo risco que eu possuo, conhece minhas loucuras e minhas manias como poucos. Talvez, você seja aquela que possa me salvar, afinal, você é a minha protetora.
A gente sabe o que é mostrar o nosso melhor, e não obter o sucesso esperado, isso nos fez pegar qualquer coisa que queríamos, embora nenhuma daquelas fosse o que precisávamos. Estamos cansados disso, mas não podemos dormir. Algumas lagrimas já rolaram dos nossos olhos, principalmente quando perdemos algo que era-nos insubstituível, amamos e não valeu de nada... Poderia ser pior? Só quero mesmo é ir pra casa, me aquecer e tentar me concertar. Quem sabe assim a gente se concerte.
De repente, o tom mudou, a escala subiu e era impossível imaginar o dia seguinte sem saber que você vai estar ali, caso eu precise. Embora tenha falhado algumas vezes, os momentos mais felizes e mais importantes, não era ninguém que estava do meu lado, ninguém além de ti, ninguém além dos teus cabelos dolorosamente negros, da tua pele, o teu perfume, dos teus olhos profundamente obscuros.
You are the only exception.
Eu vejo a noite escura virar azul claro, mas não é o mesmo sem você, por que precisa-se de dois para sussurrar baixinho que o silencio não é tão ruim. Olho para as minhas mãos e o peito aperta, por que eu os espaços entre os dedos era onde os seus se encaixavam perfeitamente.
Hoje é o dia em que tudo está para acontecer, e eu poderei te olhar novamente. Por enquanto você deveria achar alguma forma de saber o que tem que fazer com isso. Eu duvido que alguém sinta o mesmo que eu sinto por você. Sabe, a gente tem tudo para, se não seguir o mesmo caminho, estarmos em avenidas paralelas e sempre nos encontrando em alguns cruzamentos. Eu espero que alguns possam ser um tanto perigosos. Você sabe a paixão pelo risco que eu possuo, conhece minhas loucuras e minhas manias como poucos. Talvez, você seja aquela que possa me salvar, afinal, você é a minha protetora.
A gente sabe o que é mostrar o nosso melhor, e não obter o sucesso esperado, isso nos fez pegar qualquer coisa que queríamos, embora nenhuma daquelas fosse o que precisávamos. Estamos cansados disso, mas não podemos dormir. Algumas lagrimas já rolaram dos nossos olhos, principalmente quando perdemos algo que era-nos insubstituível, amamos e não valeu de nada... Poderia ser pior? Só quero mesmo é ir pra casa, me aquecer e tentar me concertar. Quem sabe assim a gente se concerte.
De repente, o tom mudou, a escala subiu e era impossível imaginar o dia seguinte sem saber que você vai estar ali, caso eu precise. Embora tenha falhado algumas vezes, os momentos mais felizes e mais importantes, não era ninguém que estava do meu lado, ninguém além de ti, ninguém além dos teus cabelos dolorosamente negros, da tua pele, o teu perfume, dos teus olhos profundamente obscuros.
You are the only exception.
segunda-feira, 26 de julho de 2010
Por Enquanto
Queria mais do que tudo poder ir te encontrar, te pedir desculpas. Você não sabe o quão adorável tu és. Eu tive que lhe achar, dizer que preciso de você, mas te deixei de lado. Me diz teus segredos, pergunte-me o que quer de mim. Vamos tentar recomeçar.
Nós mudamos e nos afastamos, hoje, parando para pensar, eu devo ter sido o que mais lutou para isso não acontecer. Eu te quis, eu te quero, mas por muito tempo pelejei, tentando encontrar o melhor jeito de te fazer só minha. Hoje eu descobri que você não pode ser só minha, por que percebi que eu não posso ser só teu também.
Não foi fácil, todavia, ninguém disse que seria. Que pena termos nos separado, mas de certa forma, ninguém disse que seria tão difícil. Vamos tentar recomeçar.
Eu tentei fazer as peças encaixarem, solucionar todos os problemas sozinho, tentar me fazer uma peça universal de teu quebra cabeça, aquela que você poderia colocar em qualquer lugar do jogo, em qualquer momento, e eu me encaixaria perfeitamente.
Vamos voltar para o começo, use-me agora, me encaixe em seu tabuleiro e me faça parte de você. Queria mais do que tudo poder te abraçar, te pedir desculpas por todas as caras feias e discussões sem sentido. Hoje, eu acho que eu entendo, por enquanto.
Há um vento selvagem soprando pelas esquinas da minha rua, todas as noites. Lá os faróis estão brilhando, há uma guerra fria chegando. No rádio, eu escuto: Baby, é um mundo violento! O tempo vem rastejando e o tempo é uma arma engatilhada. Cada estrada é um raio de luz e ele segue, o tempo pode apenas te conduzir adiante. Ainda é uma noite tão linda.
O que acontece com o tempo é algo incrível, em um segundo tudo está lá e com um piscar de olhos já passou, não há como conter o tempo, nem domá-lo, então, tentamos ao menos ser amigos. Mas há momentos em que nada pode te ajudar, o tempo vagarosamente escorre por seus dedos e você fica lá esperando algo novo.
O esforço deve ser conjunto, mas quando não há união, não há causa e então nossa causa foi perdida no nosso pesaroso "fim dos tempos." Qualquer um diria que era para ser eterno, mas qualquer um também diria que esse é um mundo estranho, então vamos deixar para lá, o vento soprou-nos para longe, e posso ouvir nossas juras, elas são como suaves melodias.
Vamos dizer que nada novo aconteceu conosco, passado é para isso, para ficar para trás, pelo ao menos foi assim que "escolhemos". De todo modo, as borboletas no estamos já são quase confundidas com o frio do medo, bem, os caminhos seguiram, boa sorte, é assim que deve ser, até logo, sinto saudades.
Oh, amor, não me deixe ir! Você não vai me levar para onde as luzes de rua brilham? Eu posso ouvir a chuva chegando como uma serenata de sons. Agora meus pés não tocam o chão.
R.P & E.F
N.A: Bom, nessa segunda feira meu pai fez aniversario e eu queria deixar esse espacinho aqui do posto para parabenizá-lo e dizer o quanto eu o amo. Beijos.
Nós mudamos e nos afastamos, hoje, parando para pensar, eu devo ter sido o que mais lutou para isso não acontecer. Eu te quis, eu te quero, mas por muito tempo pelejei, tentando encontrar o melhor jeito de te fazer só minha. Hoje eu descobri que você não pode ser só minha, por que percebi que eu não posso ser só teu também.
Não foi fácil, todavia, ninguém disse que seria. Que pena termos nos separado, mas de certa forma, ninguém disse que seria tão difícil. Vamos tentar recomeçar.
Eu tentei fazer as peças encaixarem, solucionar todos os problemas sozinho, tentar me fazer uma peça universal de teu quebra cabeça, aquela que você poderia colocar em qualquer lugar do jogo, em qualquer momento, e eu me encaixaria perfeitamente.
Vamos voltar para o começo, use-me agora, me encaixe em seu tabuleiro e me faça parte de você. Queria mais do que tudo poder te abraçar, te pedir desculpas por todas as caras feias e discussões sem sentido. Hoje, eu acho que eu entendo, por enquanto.
Há um vento selvagem soprando pelas esquinas da minha rua, todas as noites. Lá os faróis estão brilhando, há uma guerra fria chegando. No rádio, eu escuto: Baby, é um mundo violento! O tempo vem rastejando e o tempo é uma arma engatilhada. Cada estrada é um raio de luz e ele segue, o tempo pode apenas te conduzir adiante. Ainda é uma noite tão linda.
O que acontece com o tempo é algo incrível, em um segundo tudo está lá e com um piscar de olhos já passou, não há como conter o tempo, nem domá-lo, então, tentamos ao menos ser amigos. Mas há momentos em que nada pode te ajudar, o tempo vagarosamente escorre por seus dedos e você fica lá esperando algo novo.
O esforço deve ser conjunto, mas quando não há união, não há causa e então nossa causa foi perdida no nosso pesaroso "fim dos tempos." Qualquer um diria que era para ser eterno, mas qualquer um também diria que esse é um mundo estranho, então vamos deixar para lá, o vento soprou-nos para longe, e posso ouvir nossas juras, elas são como suaves melodias.
Vamos dizer que nada novo aconteceu conosco, passado é para isso, para ficar para trás, pelo ao menos foi assim que "escolhemos". De todo modo, as borboletas no estamos já são quase confundidas com o frio do medo, bem, os caminhos seguiram, boa sorte, é assim que deve ser, até logo, sinto saudades.
Oh, amor, não me deixe ir! Você não vai me levar para onde as luzes de rua brilham? Eu posso ouvir a chuva chegando como uma serenata de sons. Agora meus pés não tocam o chão.
R.P & E.F
N.A: Bom, nessa segunda feira meu pai fez aniversario e eu queria deixar esse espacinho aqui do posto para parabenizá-lo e dizer o quanto eu o amo. Beijos.
segunda-feira, 19 de julho de 2010
In Focus
Cadê o momento certo, quando nós mais precisamos dele?
A manhã estava fria, nublada, coberta por uma onda de névoa que não nos deixava enxergar nada além de vinte metros de distância.
Coloquei o pé direito com aquele tênis surrado e sujo no chão da rodoviaria e segui a passos contidos as sombras dos mochileiros. Apenas a luz fraca dos faróis dos carros que passavam nos fazia diferenciar o final da rua com o começo do céu, e o sentimento de clausura ia aumentando à medida que o frio e o vento invadiam o ambiente.
Eles me disseram que o seu dia ensolarado agora é cinza, me disseram que suas paixões lhe deixaram e agora você não sabe como continuar.
Ao empurrar o pequeno portão e ser engolfado pelo silencio das horas que separava toda a minha lucidez da insanidade, eu pensei em ti, e o quanto eu gostaria de sentir o teu corpo colado com o meu, fazendo arder o frio que eu sentia, que outrora fora o gelo que eu possuía no estômago por não saber se deveria fazer queimar. Porém, seu suor e seu sorriso agora estavam apenas no pensamento e a brisa me congelava.
Às vezes o sistema fica fora do ar e todas as coisas dão errado. Talvez você não consiga voltar mesmo sabendo que poderia deixar tudo bem.
Algumas taças de vinho depois e eu já viajava ao teu lado pelos caminhos que eu nunca trilhei, meu coração ia contigo e meu pensamento so ficava em você. Fui pra rua, encarei novamente o abraço da noite sozinho e encontrei com aqueles únicos que poderiam conseguir tornar evidente o motivo do meu sorriso. Pode ser que não seja nessa vida, mas você ainda vai ser a minha vida.
Onde está a paixão quando você mais precisa dela?
Coloquei o mesmo tênis surrado no primeiro degrau do ônibus que me levaria para o calor aconchegante do meu lar e respirei aliviado por ter sobrevivido à uma noite daquelas em que voce nao aparece para sussurrar em meu ouvido o quanto me quer, por ter passado frio e me esquentar com o nosso cobertor, ficar sedento e me refrescar com a lembrança do teu beijo.
Espero poder te encontrar na rua para terminar o nosso desenho, sair correndo na chuva e trocar um olhar que diz tudo e nada.
R.P.
A manhã estava fria, nublada, coberta por uma onda de névoa que não nos deixava enxergar nada além de vinte metros de distância.
Coloquei o pé direito com aquele tênis surrado e sujo no chão da rodoviaria e segui a passos contidos as sombras dos mochileiros. Apenas a luz fraca dos faróis dos carros que passavam nos fazia diferenciar o final da rua com o começo do céu, e o sentimento de clausura ia aumentando à medida que o frio e o vento invadiam o ambiente.
Eles me disseram que o seu dia ensolarado agora é cinza, me disseram que suas paixões lhe deixaram e agora você não sabe como continuar.
Ao empurrar o pequeno portão e ser engolfado pelo silencio das horas que separava toda a minha lucidez da insanidade, eu pensei em ti, e o quanto eu gostaria de sentir o teu corpo colado com o meu, fazendo arder o frio que eu sentia, que outrora fora o gelo que eu possuía no estômago por não saber se deveria fazer queimar. Porém, seu suor e seu sorriso agora estavam apenas no pensamento e a brisa me congelava.
Às vezes o sistema fica fora do ar e todas as coisas dão errado. Talvez você não consiga voltar mesmo sabendo que poderia deixar tudo bem.
Algumas taças de vinho depois e eu já viajava ao teu lado pelos caminhos que eu nunca trilhei, meu coração ia contigo e meu pensamento so ficava em você. Fui pra rua, encarei novamente o abraço da noite sozinho e encontrei com aqueles únicos que poderiam conseguir tornar evidente o motivo do meu sorriso. Pode ser que não seja nessa vida, mas você ainda vai ser a minha vida.
Onde está a paixão quando você mais precisa dela?
Coloquei o mesmo tênis surrado no primeiro degrau do ônibus que me levaria para o calor aconchegante do meu lar e respirei aliviado por ter sobrevivido à uma noite daquelas em que voce nao aparece para sussurrar em meu ouvido o quanto me quer, por ter passado frio e me esquentar com o nosso cobertor, ficar sedento e me refrescar com a lembrança do teu beijo.
Espero poder te encontrar na rua para terminar o nosso desenho, sair correndo na chuva e trocar um olhar que diz tudo e nada.
R.P.
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