Quando a gente ainda é criança, nossas escolhas são totalmente acompanhadas pelos nossos pais. Se escolhemos brincar na rua, eles nos dizem para não ir longe e voltar antes das sete. Se ainda estivermos descobrindo as coisas que temos em casa e resolvemos testar a resistência daquele jarro chinês lindo que nossa mãe tem e ele quebra em mil pedaços, nossas escolhas tem um preço doloroso e ardido. A vida vai passando, vamos amadurecendo, ou pelo menos é isso que se espera, e nossas escolhas passam a receber uma seriedade, as decisões que tomamos podem mudar o rumo de nossas vidas, e na maioria das vezes, não tem como voltar atras.
O problema, é que a vida nos apresenta tanta coisa pra decidir. E isso começa muito cedo. Certo ou errado? Azul ou rosa? Pagode ou Heavy Metal? McCartney ou Lennon? Ela ou eu? São tantas decisões, que nem sempre a gente pode acertar. Eu mesmo acho que errei a maioria das minhas decisões. Calei-me quando tinha de dizer tudo, disse tudo quando deveria ter me calado. Fumei demais, bebi demais, falei demais, e nesse meio tempo, posso ter errado demais. Nunca fui de pensar muito antes de fazer as coisas, sempre fui impulsivo, e como um bom escorpiano, sempre quis aquilo que era mais difícil, e não desisti até conseguir.
Até onde essas escolhas me levaram a algo bom? Até onde esse caráter impulsivo me fez bem? Não fumo mais, bebo apenas uma cervejinha no fim de semana, só não larguei meu Jack Daniels, e isso se opõe totalmente ao que eu era a menos de um ano. Até onde a gente vai acertando? e até onde um erro pode nos ferir?
Mudei de novo nessas ultimas semanas. Embora nunca imaginasse que pudesse ser assim, comecei a pensar antes de agir e falar. Comecei a me indagar até onde aquilo poderia me ferir e até onde eu poderia ferir aquilo.
Hoje eu não me conheço mais, por mais que não pareça, que eu não demonstre. Eu me perdi dentro de mim, e tá difícil me encontrar.
Tudo que disse é verdade. Sabes que concordo com você. Entretanto, na minha opinião essas "choices" são realmente algo que fazem a gente as vezes parar de funcionar, e principalmente a maior decisão que a gente tem, é saber se a gente quer saber quem a gente é de verdade, mostrar a verdadeira forma que a gente precisa pra viver ou melhor, sobreviver.
ResponderExcluirPassei exatamente um ano da minha vida, deste jeito sabe, não é uma coisa muito distante não um pouco recente posso talvez compreender que na verdade a gente manter isso só pra gente é realmente algo destruidor e quando perdemos a noção perdemos também dias, meses, anos, décadas e até a vida inteira!
O mais importante é saber entender que você é o que você é e o que precisa ser. A pior de todas as missões é se encontrar, e se amar , saber que você precisa se amar muito para amar alguém e que independente do tempo a hora certa chega, só cabe a você decidir (não ironicamente)se você quer essa decisão ou não.
Eu acatei pelo sim, melhorei muito, mudei de humor, de aspecto, soube distinguir os amigos (como você por exemplo) dos colegas. Soube achar alguém que independente da situação não age como uma "acompanhante" vulgo "namorada", porque você sabe que hoje é infelismente é assim. Alguem que é uma amiga, companheira, que me ama tanto quanto a si mesma, e respeita, sabe ser severa e sabe se suave.
A decisão de escolher essa decisão é sua! Pense bem
Gilberto Junior
;*
Eu sei que voce nao perdeu sua essencia. Sei que é um homem corajoso e forte! Sei também que você vai se encontrar, se realinhar, de tal forma que ninguém possa duvidar do seu caráter e como consequencia disso, voce vai se reconhecer. Eu acredito em você, garoto!
ResponderExcluirbjs,
é... juro que fiz um texto parecido a um ano atras... As coisas são assim mesmo, beibe. Quando a gente entra na faculdade a cabeça vira mil vezes.
ResponderExcluirDepois piora, acredite.
Sinto falta da minha epoca de criança. Sinto falta do nosso uniforme branco e azul esquisito(fase tão doce quanto a infancia).
seu texto me encheu de nostalgia e de sentimentos bons.
Já tem um tempo que venho pensando e repensando no que comentar aqui, sabe o que descobri? Não achei anda "correto" para lhe dizer além de uma palavra ou outra de apoio. Mas se tivesse que lhe dizer a verdade, como sempre foi na nossa amizade, diria que: No fim, tudo vale a pena, se perder um pouco do que foi um tempo atrás é se achar em um futuro estranho, como se pode notar nada é igual a àquilo que planejamos, mas nós nos adaptamos. Sabe, não quer dizer se perder no fim das contas, muitas vezes é sobreviver as adversidades e fica cada dia mais difícil se reconhecer porque as circunstancias pediram medidas que nunca haviamos tomado antes. Chega uma hora em que a decisão muda totalmente o plano em que a questão estava, mas lembre-se de uma coisa, se assim achar melhor, isso são só palavras soltas. Mas se decidir prestar atenção, lembre-se o quanto estive perdido e você presenciou.
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