domingo, 28 de junho de 2009

Vanguarda?

É tão difícil de acreditar, que a universidade que outrora fora eleita a melhor federal do Brasil, em um dos cursos mais concorridos, medicina, tenha tomado uma decisão de maneira tão indelicada, e quem sabe até, equivocada.
Ainda mais difícil, é aceitar calado, o que os alunos que prestariam o vestibular este ano, ouviram das bocas das pessoas que representam a sua classe, ou seja, os representantes dos secundaristas. Aquele que faz questão de cravar a condecoração de 1° Diretor de Políticas Institucionais da UBES saiu a publico deixando a seguinte nota: "O vestibular unificado não vai prejudicar o aluno pobre porque ele poderá disputar qualquer vaga de uma universidade dentro do Brasil". Ora, será que não contaram para este representante, que da mesma maneira que aquele aluno pobre, de escola publica poderá concorrer contra o país todo, um aluno que sempre estudou em escola particular, e sempre teve uma educação de ponta poderá fazê-lo?
O que mais revolta os alunos secundaristas, são esses tipos de discursos, “oh, agora o aluno que não tem condições de ir às grandes metrópoles concorrer, poderá fazê-lo em sua própria cidade”, céus, será que esse pessoal não percebeu a grande hipocrisia que isso gera? Se o aluno não tem condições de viajar pra fazer uma prova, como ele vai conseguir se sustentar se caso for aprovado?
Outro problema que passa despercebido aos olhos desses representantes estudantis, é que o “novo ENEM”, acontece no mês de outubro, ou seja, começo do quarto bimestre, isso faz com que os secundaristas encarem questões que não têm conhecimento.
Na ultima campanha a presidente da república, eu lembro que um dos candidatos, insistia cegamente, dizendo que apenas mudando a educação consegue-se mudar o ser humano, mas vamos parar para pensar no modo em que essa mudança tem que ser feita, vamos parar para perceber que nem sempre aceitar tudo o que é novo é bom, e que às vezes, nós podemos mudar vidas, futuros, carreiras e sonhos, só por que tentamos inovar.


Rafael Pessoa Archanjo
Aluno do 3° ano do IFMT

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Amorizade?

Hoje, deparamos rapidamente com a corriqueira situação: Uma criança entra na escola pela primeira vez, e ao decorrer dos anos que ali permanece, ou até mesmo na primeira semana, ela já começa a chamar os colegas de classe de amigos. Este insano autor, não consegue definir com palavras o que é a amizade, principalmente hoje em dia, que o tão cordial “Cara, você é demais” virou um “Porra velho, tu é foda”. Às vezes também, permanecemos uma vida inteira do lado de uma pessoa, e ela não vira nosso amigo, apenas mais um colega de trabalho, escola ou de vizinhança.
Agora, a gente pára pra pensar né. Hoje em dia que a maioria dos relacionamentos é tão superficial, o apenas ficar ficou tão na moda que quando gente ama de verdade alguém, a gente fica meio besta, e as vezes, nossa falta de experiência ou nossos medos trazidos pela adolescência, pode transformar um amor verdadeiro em amizade, ou uma grande amizade, pode virar um contos de fadas... Contos de fadas? Neste século? Neste mundo? Acho que delirei.
O que eu realmente quero dizer com esse texto de hoje, é que na maioria das vezes a gente precisa parar pra pensar, o que é amizade, e o que é uma linda historia de amor, o que é achar bonito, atraente e o que é sentir algo verdadeiro, algo que seja para durar.
Hoje tava falando com um novo... Haha, estranho isso me acontecer bem neste texto, como devo chamar alguém que conheci na metade deste ano, amigo ou colega de classe? Acho que já posso chamar este cara de amigo, posso estar equivocado, mas deixemos assim até este pensamento ser concluído, estava falando com ele, quando também fui olhar os meus depoimentos antigos lá do Orkut. Muitos me chamaram de amigo, agora... Quantos desses continuam a me chamar de amigo? Acho que numa perspectiva de zero a dez, eu diria que um é muito.
Tem horas, que a solidão bate forte, e nos apegamos bastante a alguém. Não quero ser pessimista, mas às vezes, é bom você enxergar se o que essa pessoa sente é recíproco, ou seja, se você é amigo do seu amigo. As vezes o que é algo pra gente, não é a mesma coisa para outra pessoa e devemos mais do que nunca, saber separar amizade de paixão.


Rafael Pessoa Archanjo



NA: Sim, esse texto existe no meu outro blog. Mas serviu tanto pra hoje que eu nao poderia nao coloca-lo aqui.

sábado, 6 de junho de 2009

Ainda falta muito tempo?

Isso tudo é tão estranho quando você chega nessa idade. Estou perto dos meus tão sonhados 18 anos, sei que ainda sou jovem e tenho muito que viver e aprender, mas algo ainda me diz, que eu poderia ter feito mais. Eu não sei se posso cuidar de outra alma, sei apenas que posso segurar a mão de sua dona. Não sei se me sinto seguro quando amo, ou quando apenas me apoio em alguém, não sei se meus beijos são contratos eternos ou apenas etapas do jogo da vida, não sei se já sei aceitar uma derrota com um sorriso no rosto ou com a fúria triste de um adolescente revoltado, não sei se a estrada que eu estou construindo hoje, é a que me levara para os caminhos corretos. Ainda não aprendi a me importar menos com apenas não se importa, não sei se consigo olhar para uma pessoa depois que ela me magoou, com os mesmos olhos de antes, não sei, se sei perdoar. Sei que falar é bom para desabafar, mas não aprendi a esquecer os problemas que verbalizei. Já construí e destruí confianças em um mesmo mês, já fiz coisas que nunca vou me arrepender, e outras, que eu me arrependo até hoje. Sei mais do que ninguém, que grandes amizades não têm fronteiras. Sei também, que é preciso valorizar mais quem temos, do que o que temos. Sei que amigos de verdade não mudam e que podemos fazer algo bacana juntos, sem nem sairmos de casa. Descobri que um “eu te amo” pode mudar a vida de alguém, para melhor e para pior. Descobri que o meio influencia o homem. Descobri que eu sou eu e isso basta, comparações devem ser deixadas de lado. Aprendi que apenas eu posso me controlar, e que a flexibilidade é algo bom de se ter. Aprendi que os verdadeiros heróis, não são aqueles que vestem fantasias ou fardas, mas sim aqueles que não tem medo de fazer o que deve ser feito. Aprendi que paciência é mais que uma virtude, e requer treinamento. Aprendi a olhar para os lados e reconhecer sorrisos. Vi claramente que eu e meu pai somos iguais, apenas nascemos em eras diferentes. Aprendi que os sonhos podem virar realidade apenas quando a realidade é transformada. Não aprendi porem, a controlar minha raiva ou minha força. Descobri que um relacionamento pode parecer com uma balança, sempre alguém coloca algo a mais, mas isso não significa que o amor é maior. Aprendi a sorrir. Mas ainda não consegui... aprender matemática.

Rafael Pessoa

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Camaradagem.

- E o que você tem feito na tua vida?
- Nada e isso me preocupa.
- Está tentando mudar?
- Um pouco, minha vida anda estranha. Eu quero me apaixonar, mas acho que não quero e se não quero, chego a achar que quero mesmo. Quero sair, mas não sei se quero mesmo e mesmo quando quero, não saio.
- Então queira, então saia, então faça aquilo que você quer realmente fazer, no momento que quiser. Não fique dependente daquilo que vão achar ou falar de você, fique dependente de você mesmo. Se quiser sair: Não volte mais. Se quiser ficar: Fique o quanto quiser. Se quiser amar: Ame intensamente até o ultimo segundo. Se quiser curtir: curta o quanto achar necessário e faça isso por você, e não por quem te julga, porque eles, não são ninguém para fazê-lo.

E. França e R. Pessoa