Quando a gente ainda é criança, nossas escolhas são totalmente acompanhadas pelos nossos pais. Se escolhemos brincar na rua, eles nos dizem para não ir longe e voltar antes das sete. Se ainda estivermos descobrindo as coisas que temos em casa e resolvemos testar a resistência daquele jarro chinês lindo que nossa mãe tem e ele quebra em mil pedaços, nossas escolhas tem um preço doloroso e ardido. A vida vai passando, vamos amadurecendo, ou pelo menos é isso que se espera, e nossas escolhas passam a receber uma seriedade, as decisões que tomamos podem mudar o rumo de nossas vidas, e na maioria das vezes, não tem como voltar atras.
O problema, é que a vida nos apresenta tanta coisa pra decidir. E isso começa muito cedo. Certo ou errado? Azul ou rosa? Pagode ou Heavy Metal? McCartney ou Lennon? Ela ou eu? São tantas decisões, que nem sempre a gente pode acertar. Eu mesmo acho que errei a maioria das minhas decisões. Calei-me quando tinha de dizer tudo, disse tudo quando deveria ter me calado. Fumei demais, bebi demais, falei demais, e nesse meio tempo, posso ter errado demais. Nunca fui de pensar muito antes de fazer as coisas, sempre fui impulsivo, e como um bom escorpiano, sempre quis aquilo que era mais difícil, e não desisti até conseguir.
Até onde essas escolhas me levaram a algo bom? Até onde esse caráter impulsivo me fez bem? Não fumo mais, bebo apenas uma cervejinha no fim de semana, só não larguei meu Jack Daniels, e isso se opõe totalmente ao que eu era a menos de um ano. Até onde a gente vai acertando? e até onde um erro pode nos ferir?
Mudei de novo nessas ultimas semanas. Embora nunca imaginasse que pudesse ser assim, comecei a pensar antes de agir e falar. Comecei a me indagar até onde aquilo poderia me ferir e até onde eu poderia ferir aquilo.
Hoje eu não me conheço mais, por mais que não pareça, que eu não demonstre. Eu me perdi dentro de mim, e tá difícil me encontrar.
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
Mulher de fases.
Sei que já há algum tempo desde minha ultima visita a este pub, na verdade, a ultima vez que apareci por aqui nada havia acontecido ainda, nada mesmo. Tudo seguia o curso natural, tudo estava calmo, eu estava calmo e isso nao me fazia mal algum, pelo contrario, me deixava bem comigo mesmo.
Na ultima vez que dei as caras, meu circulo social era mais boêmio, mais noturno, o que na época, era o meu modo de ser. Extremamente noturno. Bebia, fumava, nao mais cantava, e eu nao estou reclamando de nada disso, não, vivi isso de maneira intensa e aproveitei cada segundo como se fosse o ultimo.
Todavia, essa maneira de ser foi me cansando, as pessoas me cansaram, e como sempre fiz quando algo me enjoava, deixei em segundo, ou quem sabe até, em terceiro plano. Foi uma sensação boa me sentir livre e dono de mim novamente, mas, e sempre há um "mas", eu te vi. Sorri. Depois de muito tempo sem conseguir me soltar, me desprender das correntes que eu mesmo criei, eu me entreguei total e cegamente ao que eu senti. Aji corretamete?
Não tenho, e ainda não há como ter certeza, até por que ninguem a possui. Você é maravilhosamente complicada, me deixa totalmente confuso a maior parte do tempo, muda de idéia a cada segundo e nao consegue me deixar te "domar", mesmo que diga que queira.
Enfim, me enlouquece viver uma situação como essa, principalmente eu que sempre gostei de viver fazendo o que queria sem parar para pensar no que viria depois. É tudo muito opaco ainda, mas eu tenho paciencia suficiente para ouvir o teu "sim" e ganhar o meu brinde permanentemente.
R.P.
Na ultima vez que dei as caras, meu circulo social era mais boêmio, mais noturno, o que na época, era o meu modo de ser. Extremamente noturno. Bebia, fumava, nao mais cantava, e eu nao estou reclamando de nada disso, não, vivi isso de maneira intensa e aproveitei cada segundo como se fosse o ultimo.
Todavia, essa maneira de ser foi me cansando, as pessoas me cansaram, e como sempre fiz quando algo me enjoava, deixei em segundo, ou quem sabe até, em terceiro plano. Foi uma sensação boa me sentir livre e dono de mim novamente, mas, e sempre há um "mas", eu te vi. Sorri. Depois de muito tempo sem conseguir me soltar, me desprender das correntes que eu mesmo criei, eu me entreguei total e cegamente ao que eu senti. Aji corretamete?
Não tenho, e ainda não há como ter certeza, até por que ninguem a possui. Você é maravilhosamente complicada, me deixa totalmente confuso a maior parte do tempo, muda de idéia a cada segundo e nao consegue me deixar te "domar", mesmo que diga que queira.
Enfim, me enlouquece viver uma situação como essa, principalmente eu que sempre gostei de viver fazendo o que queria sem parar para pensar no que viria depois. É tudo muito opaco ainda, mas eu tenho paciencia suficiente para ouvir o teu "sim" e ganhar o meu brinde permanentemente.
R.P.
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