Ele era italiano, ela era italiana, eles estavam em Roma, a cidade que mais se fala em pederastia, desde seu principio. Ela estava totalmente nua e mordendo o lábio inferior na frente dele em um quarto de hotel onde somente eles estavam presentes. A cabeça de Luís parecia ter saído de órbita, ele não conseguia parar de olhar para ela e a cara de bobo era extremamente fácil de se identificar.
- Vai ficar só olhando? - A garota sabia provocar, atiçar a vontade e o desejo de qualquer homem, e ela sabia disso.
Por mais incrível que se possa parecer, ele de fato ficou só olhando. Seu corpo havia travado ali, não conseguia nem falar e muito menos se mexer, ficava apenas observando cada milimetro do corpo escultural de Giuliana. A respiração era ofegante, o coração acelerado no peito, o olhar estava fixo e a garota estava rindo em alto e bom som da situação.
Ela se levantou e colocou a roupa novamente, ainda com o olhar fixo nele, provocando-o ainda mais.
- Vamos Carmioni, eu ainda estou com fome. - disse ela enquanto saia pela porta do quarto, deixando-o para traz com a mesma cara de bobo.
O restaurante ficava a menos de duas quadras dali e o jovem italiano ainda não havia dito uma palavra desde que vira a garota nua em “sua” cama. Assim como todo estabelecimento em torno do hotel, a pizzaria não possuia nenhum requinte e elegancia como aquelas que se vê no centro da cidade.
- Sabe, quando eu te conheci voce não era tão frouxo assim. Estou surpresa. - A provocação deixou Luís com o rosto ruborizado e ele continuou em silencio. - Ah, qual é Luigi. Me responde, foram as mulheres frias da Inglaterra que te deixaram assim?
Ele a encarou pela primeira vez depois de quase meia hora. No mesmo instante, as bochechas ficaram coradas novamente o que fez a italiana soltar uma gargalhada maldosa.
- Não é isso, ragazza, não fale como se eu não quisesse lhe ter, como se eu não quisesse transar com voce até amanhecer e depois ficar na cama o dia todo...
- Luigi... para de se contradizer, é ridiculo isso e convenhamos, voce não era assim.
- Per favore, Giuliana. Não complique ainda mais as coisas para mim?
- Eu complicar, Luigi? Quem foi que fugiu para a Inglaterra por que não conseguia me olhar nos olhos? Quem foi que sempre pensou que as coisas iam dar errado? Você quem complica as coisas, não tem mais aquela coragem e vitalidade que tinha quando eu te chamava de “meu”.
Ele novamente ficou sem reação, a fala travou e tudo o que pôde fazer foi cruzar as mãos e apoiar a cabeça nelas.
- Scusa me, já sabem o que vão pedir? - O garçom apareceu de súbito, interrompendo a discussão, para a sorte de Luís.
- Si, una pizza margherita con mozzarella extra, per favore e para beber, duas taças de vinho tinto.
- Va benne, algo mais?
- Não, grazie. - Ela olhou para Luís novamente e sorriu da mesma maneira que havia sorrido quando estava na cama. - Voce vai ter que arrumar um terno amanhã se quiser ir comigo a festa da empresa.
- Va benne, podemos ver isso amanhã.
- Não podemos não, vou ter que passar o dia na empresa. Sabe como é né, mostrar serviço.
- Ah, sim... eu vou sozinho então.
- É isso ai.
Ele parecia aqueles cachorrinhos de madame que mal cabem na palma da mão, acuados e pequenos. Um misto de vergonha e irritação o dominavam e assim foi pelo resto da noite.
Ao chegar no quarto do hotel a garota mal olhou na cara dele, apenas retirou três cobertores e um travisseiro do armario e jogou no chão.
- Voce dorme ai, amanhã nos falamos.
- Eu pensei que voce estava brincando. - disse ele com uma voz que quase sumia. Ela o olhou com um sorriso nos labios que o deixou ainda mais acuado.
- Então quer dizer que agora voce quer dividir a cama comigo?
- O chão está ótimo.
Giuliana teve que se segurar para não rir do que acontecia ali. Em vez disso ela apenas sorriu e deitou na cama.
- Buona notte, Giuliana
- Bouna notte...
Na manha do dia seguinte quando ele acordou, ela já nao estava mais no quarto. Em cima do criado mudo havia apenas um recado escrito em letras pequenas.
Alguem aqui tem que acordar cedo, devo voltar às seis da tarde. Não esqueça o smoking... beijos molhados numa boca provavelmente seca. Giuliana.
CONTINUA
R.P.A
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
Roma
A noite vinha chegando de pressa na costa leste da Itália. O silencio ainda não tinha se feito presente no carro vermelho escuro de Giuliana. Entre as conversas, a garota finalmente havia revelado o motivo da ida à Roma, uma empresa a qual prestava serviços contábeis recém trocara de diretoria e queriam que estivesse presente na posse dos novos mandatários.
- Contadora... - balbuciou Luís com um sorriso maroto entre os lábios – Como você consegue lidar com toda essa política econômica?
Ela sorriu para ele enquanto ultrapassava um carro a cento e trinta quilômetros por hora e explicou como era difícil lidar com todas as dificuldades, as burocracias e é claro... com a máfia.
- Relaxa Carmioni, não tem ninguém atrás de mim.
- Você é uma artista isso sim, lidar com essa gente não é um trabalho fácil.
- Luigi, já te disse, esse pessoal com quem trabalho são tranquilos. E eu já sou bem grandinha, sei me cuidar.
Os dois sorriram e olharam para frente. Estavam agora a poucos quilômetros da capital italiana. A noite já se fazia presente e o vento frio começou a tocar os rostos dos jovens.
- Estamos perto. Consegue ver aquela área mais iluminada na frente?
- Giuliana, não é por que agora eu moro na Inglaterra que eu esqueci de como é a Itália. - Disse ele rindo ainda mais quando a ruiva fez uma cara feia.
- Va benne, va benne. Devemos procurar um hotel ou algo do tipo e depois sair para jantar.
- É justo, a ultima coisa que comi foi a macarronada de mamá.
- E como está ela? E Pépe? Sinto tanta falta de su padre
- Estão bem, brigando e discutindo como sempre, mas muito bem.
A conversa se estendeu até a chegada ao hotel em que passariam a noite, não era muito requintado, e ficava longe do centro da cidade, mas como era só um final de semana, tudo ficaria bem.
- Quero un quarto per due persone. Doppia – disse ela ao recepcionista do hotel.
- Giuliana, acho melhor não.
- Luigi, são apenas duas noites e se você quiser... - e ela fez brotar em seus lábios um sorriso sapeca. - você pode dormir no chão.
Ele a encarou por um tempo, sorriu de volta e pegou as malas para levar para o quarto que ficava no segundo andar.
- Va benne, eu vou tomar uma ducha rápida e depois podemos sair para jantar, sim?
- Sem problemas, contanto que eu possa me banhar também.
- É vero, você está precisando – Brincou ela enquanto pegava uma muda de roupas e se dirigia para o banho.
Luís ficou olhando para a porta em que ela entrara por um bom tempo. Começava a duvidar se de fato teria sido uma boa ideia aceitar vir com ela para Roma, se ele iria conseguir manter a promessa que havia feito a si... e tais pensamentos o levaram de volta à Inglaterra. De onde havia saído correndo antes de enlouquecer em magoas e desafeto.
- LUIGI, pode pegar minha toalha por favor? Esqueci em cima da cama. - Os pensamentos sumiram como chegaram e a voz da garota o despertou do devaneio. Pegou a toalha em cima da cama e levou para ela. O banheiro era pequeno e o vapor o deixava ainda menor. - Obrigado, agora pode sair.
Giuliana sorria para ele, agora enrolada na toalha branca do hotel.
- Como se eu nunca tivesse visto o que você tem ai. - Brincou ele fechando a porta do banheiro.
- Uaaaau, parece que alguem está começando a se soltar como antigamente. - Disse ela com um olhar maléfico. - Sua vez.
Luís sorriu de volta, pegou suas roupas e a toalha e entrou no banheiro. Ligou o chuveiro e deixou a água cair pelo seu corpo nu por cerca de quinze minutos. Desligou a torneira, enxugou-se e pôs as roupas. Passou a mão direita sobre o cabelo e abriu a porta, voltando ao quarto.
- Giuliana... o que diabos significa isso?
- Ora, não disse que não há nada aqui que você já não tenha visto? Achei que não havia motivos para esconder nada então. - A italiana estava deitada na cama com as pernas cruzadas e o olhar direto no rosto absorto de Luís. Seus seios à mostra assim como o resto de seu corpo, extremamente convidativos deixaram o italiano sem reação. Ela, gostando do que havia provocado, sorriu e mordeu o lábio.
CONTINUA
- Contadora... - balbuciou Luís com um sorriso maroto entre os lábios – Como você consegue lidar com toda essa política econômica?
Ela sorriu para ele enquanto ultrapassava um carro a cento e trinta quilômetros por hora e explicou como era difícil lidar com todas as dificuldades, as burocracias e é claro... com a máfia.
- Relaxa Carmioni, não tem ninguém atrás de mim.
- Você é uma artista isso sim, lidar com essa gente não é um trabalho fácil.
- Luigi, já te disse, esse pessoal com quem trabalho são tranquilos. E eu já sou bem grandinha, sei me cuidar.
Os dois sorriram e olharam para frente. Estavam agora a poucos quilômetros da capital italiana. A noite já se fazia presente e o vento frio começou a tocar os rostos dos jovens.
- Estamos perto. Consegue ver aquela área mais iluminada na frente?
- Giuliana, não é por que agora eu moro na Inglaterra que eu esqueci de como é a Itália. - Disse ele rindo ainda mais quando a ruiva fez uma cara feia.
- Va benne, va benne. Devemos procurar um hotel ou algo do tipo e depois sair para jantar.
- É justo, a ultima coisa que comi foi a macarronada de mamá.
- E como está ela? E Pépe? Sinto tanta falta de su padre
- Estão bem, brigando e discutindo como sempre, mas muito bem.
A conversa se estendeu até a chegada ao hotel em que passariam a noite, não era muito requintado, e ficava longe do centro da cidade, mas como era só um final de semana, tudo ficaria bem.
- Quero un quarto per due persone. Doppia – disse ela ao recepcionista do hotel.
- Giuliana, acho melhor não.
- Luigi, são apenas duas noites e se você quiser... - e ela fez brotar em seus lábios um sorriso sapeca. - você pode dormir no chão.
Ele a encarou por um tempo, sorriu de volta e pegou as malas para levar para o quarto que ficava no segundo andar.
- Va benne, eu vou tomar uma ducha rápida e depois podemos sair para jantar, sim?
- Sem problemas, contanto que eu possa me banhar também.
- É vero, você está precisando – Brincou ela enquanto pegava uma muda de roupas e se dirigia para o banho.
Luís ficou olhando para a porta em que ela entrara por um bom tempo. Começava a duvidar se de fato teria sido uma boa ideia aceitar vir com ela para Roma, se ele iria conseguir manter a promessa que havia feito a si... e tais pensamentos o levaram de volta à Inglaterra. De onde havia saído correndo antes de enlouquecer em magoas e desafeto.
- LUIGI, pode pegar minha toalha por favor? Esqueci em cima da cama. - Os pensamentos sumiram como chegaram e a voz da garota o despertou do devaneio. Pegou a toalha em cima da cama e levou para ela. O banheiro era pequeno e o vapor o deixava ainda menor. - Obrigado, agora pode sair.
Giuliana sorria para ele, agora enrolada na toalha branca do hotel.
- Como se eu nunca tivesse visto o que você tem ai. - Brincou ele fechando a porta do banheiro.
- Uaaaau, parece que alguem está começando a se soltar como antigamente. - Disse ela com um olhar maléfico. - Sua vez.
Luís sorriu de volta, pegou suas roupas e a toalha e entrou no banheiro. Ligou o chuveiro e deixou a água cair pelo seu corpo nu por cerca de quinze minutos. Desligou a torneira, enxugou-se e pôs as roupas. Passou a mão direita sobre o cabelo e abriu a porta, voltando ao quarto.
- Giuliana... o que diabos significa isso?
- Ora, não disse que não há nada aqui que você já não tenha visto? Achei que não havia motivos para esconder nada então. - A italiana estava deitada na cama com as pernas cruzadas e o olhar direto no rosto absorto de Luís. Seus seios à mostra assim como o resto de seu corpo, extremamente convidativos deixaram o italiano sem reação. Ela, gostando do que havia provocado, sorriu e mordeu o lábio.
CONTINUA
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
Buongiorno
O caminho até a casa de Giuliana fora silencioso com algumas trocas de olhares tímidos e presunçosos. Parecia que os dois haviam saído da cafeteria e ido até lá, pensando na mesma coisa. Em tudo o que havia acontecido com eles há 3 anos e enquanto a italiana apresentava um semblante saudosamente triste, Luís se auto-punia em silencio.
- Quando volta à Londres?
- Ainda não comprei minha passagem de volta mas acredito que seja na quinta-feira.
- Esta quinta? - disse ela sem encará-lo e arqueando a sobrancelha.
- Não, da próxima semana.
- Claro...
Estavam agora parados na soleira da casa da garota, os olhos tristes e inquietos ainda estavam no semblante dos dois. Giuliana segurou as próprias mãos e olhou para Luís arqueando novamente a sobrancelha. Fitou-o por um momento e sorriu.
- Venha comigo para Roma no final de semana, tenho algumas coisas para fazer por lá...
- Giuliana, não sei se...
- Sabe sim... venha comigo, como dois velhos amigos.
- Não sei se seria prudente.
- Eu não disse que seria, mas eu acho que ainda podemos ser amigos, não?
- Quando você vai?
- Amanhã ao entardecer. Voltamos no domingo pela manhã.
- Acho... acho que vou pensar com carinho na sua proposta.
- Faça isso. - disse ela jogando nos lábios o seu melhor sorriso. Ela então o abraçou apertado e lhe deu um beijo estalado na bochecha e entrou.
Luís ficou ali parado, estático por mais alguns minutos controlando seu corpo e mente para não bater na porta e entrar casa a dentro beijando-a e tendo-a em seus braços. Foi frio o suficiente para apenas sorrir e ir caminhando para casa.
Naquela noite ele demorou a pegar no sono, todas as lembranças do passado o rondavam, tudo passava como um filme por seus olhos e mente. Velhas fotografias do tempo em que morava na Itália e tudo o que havia passado com Giuliana por dois anos.
Amanheceu cedo para Luís, os gritos costumeiros de Isabel com seu pai, Giusepe, ou Pepe como todos da família chamavam, o acordaram as sete da manhã.
- Buongiorno, papà,mama. - disse ele dando um beijo na testa de cada um, antes de sentar-se para tomar o café da manhã.
- Buongiorno. Matteo me disse que você e aquela garota ficaram até escurecer na cafeteria ontem a noite. - Disse Isabel com cara de quem reprovava tal coisa.
- Madonna mia, Isabel. Per ché tanta implicância com a ragazza. - Era claro ali que Isabel nunca fora fã do relacionamento de Luís e Giuliana, o contrario de Pepe que sempre teve a ruiva como se fosse uma filha.
- Non é implicância Pepe, você sabe o que o nosso Luigi passou com aquela mignotta.
- Mama, papà, chega. Nós apenas conversamos como velhos conhecidos e depois a levei para casa. E tem mais, ela me chamou para ir para Roma com ela no final da semana. - Isabel olhou reprovando a ideia e Giusepe apenas suspirou com um sorriso bobo nos lábios.
Depois do almoço Luís separou um muda de roupas e jogou na mochila. Ele havia decidido que iria passar o final de semana com Giuliana e seria apenas isso. No meio da tarde ligou para ela confirmando e as cinco horas eles saíram de Nápoles viajando pela costa leste da Itália.
CONTINUA
- Quando volta à Londres?
- Ainda não comprei minha passagem de volta mas acredito que seja na quinta-feira.
- Esta quinta? - disse ela sem encará-lo e arqueando a sobrancelha.
- Não, da próxima semana.
- Claro...
Estavam agora parados na soleira da casa da garota, os olhos tristes e inquietos ainda estavam no semblante dos dois. Giuliana segurou as próprias mãos e olhou para Luís arqueando novamente a sobrancelha. Fitou-o por um momento e sorriu.
- Venha comigo para Roma no final de semana, tenho algumas coisas para fazer por lá...
- Giuliana, não sei se...
- Sabe sim... venha comigo, como dois velhos amigos.
- Não sei se seria prudente.
- Eu não disse que seria, mas eu acho que ainda podemos ser amigos, não?
- Quando você vai?
- Amanhã ao entardecer. Voltamos no domingo pela manhã.
- Acho... acho que vou pensar com carinho na sua proposta.
- Faça isso. - disse ela jogando nos lábios o seu melhor sorriso. Ela então o abraçou apertado e lhe deu um beijo estalado na bochecha e entrou.
Luís ficou ali parado, estático por mais alguns minutos controlando seu corpo e mente para não bater na porta e entrar casa a dentro beijando-a e tendo-a em seus braços. Foi frio o suficiente para apenas sorrir e ir caminhando para casa.
Naquela noite ele demorou a pegar no sono, todas as lembranças do passado o rondavam, tudo passava como um filme por seus olhos e mente. Velhas fotografias do tempo em que morava na Itália e tudo o que havia passado com Giuliana por dois anos.
Amanheceu cedo para Luís, os gritos costumeiros de Isabel com seu pai, Giusepe, ou Pepe como todos da família chamavam, o acordaram as sete da manhã.
- Buongiorno, papà,mama. - disse ele dando um beijo na testa de cada um, antes de sentar-se para tomar o café da manhã.
- Buongiorno. Matteo me disse que você e aquela garota ficaram até escurecer na cafeteria ontem a noite. - Disse Isabel com cara de quem reprovava tal coisa.
- Madonna mia, Isabel. Per ché tanta implicância com a ragazza. - Era claro ali que Isabel nunca fora fã do relacionamento de Luís e Giuliana, o contrario de Pepe que sempre teve a ruiva como se fosse uma filha.
- Non é implicância Pepe, você sabe o que o nosso Luigi passou com aquela mignotta.
- Mama, papà, chega. Nós apenas conversamos como velhos conhecidos e depois a levei para casa. E tem mais, ela me chamou para ir para Roma com ela no final da semana. - Isabel olhou reprovando a ideia e Giusepe apenas suspirou com um sorriso bobo nos lábios.
Depois do almoço Luís separou um muda de roupas e jogou na mochila. Ele havia decidido que iria passar o final de semana com Giuliana e seria apenas isso. No meio da tarde ligou para ela confirmando e as cinco horas eles saíram de Nápoles viajando pela costa leste da Itália.
CONTINUA
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
Vá bene
As pedras de gelo ainda tintilavam no copo de uísque, o cigarro terminava de queimar no cinzeiro sobre a mesinha de canto. Na poltrona ele ainda estava sentado acariciando suavemente o cavanhaque e contemplando a antiga mobília à sua frente. As portas do pub estavam fechadas há algumas horas, quase o mesmo tempo em que Luís fixava o olhar no nada. De súbito ele suspirou, piscou os olhos mais uma vez, tomou o que sobrava no copo e sem olhar para trás subiu as escadas. Na cabeceira da cama uma foto de sua infância. O quarto não era grande e nem um pouco arrumado, assim como o pub do andar de baixo. O calor dentro do lugar o fazia suar enquanto assobiava uma música do Bee Gees e arrumava uma mochila, colocando as roupas de qualquer jeito. Ao fechar o zíper pegou as chaves do armário e tirou de lá seu violão que há muito não tocava. Colocou do lado da mochila e se dirigiu ao banheiro. O banho de agua fria não demorou mais que dez minutos e ele já jogava o sobretudo que havia herdado do avô no corpo. Antes de sair do quarto, abriu a gaveta do criado mudo e retirou mais duas carteiras de cigarro. As guardou no bolso interno do casaco e desceu.
No andar de baixo se dirigiu sem olhar para trás até a porta, apagou as luzes e trancou o local. Chamou um taxi e cruzou o centro de Londres numa quinta-feira de tempo fechado. Quando chegou no aeroporto a chuva começava a cair. O pub não voltaria a ser aberto tao cedo, e ele demoraria dois meses para voltar à cidade.
A Italia, seu país de origem, sempre fora uma especie santuário para Luís. Era onde se sentia em casa, onde estava rodeado dos amigos de infância e onde podia ficar próximo a sua mãe, Isabel. A chegada em Nápoles fora cheia de olhares furtivos dos amigos e parentes ainda no aeroporto. No tempo em que passou ali, aproveitou cada instante que pode sem nem pensar no que havia deixado na fria capital inglesa. Na primeira noite da sua ultima semana ali foi que as coisas começaram a mudar.
Luís e Matteo, um amigo dos tempos de adolescencia, estavam em uma cafeteria no final da tarde de terça feira quando uma mulher bem branca, com sardas sedutoras perfeitamente combinando com os cabelos vermelhos, labios finos e olhos tão azuis quanto o céu em um dia de primavera aparecera com um sorriso encantador e parou na frente da mesa dos dois.
- Luigi Carmioni...
- Giuliana... que surpresa belíssima...
- Cansou do tempo e das mulheres frias da Inglaterra, é?
- Ah ragazza, não perde uma chance se quer.
- Diferente de você non é vero?
- Veríssimo.
Ela estava tão radiante quanto da ultima vez que eles haviam se encontrado. Giuliana se juntou aos rapazes e as historias dos tempos em que Luís viveu ali se misturavam às novidades que Matteo e ela contavam. Quando os sinos avisaram que era seis da tarde a italiana e o ex cidadão de Nápoles ficaram sozinhos e as antigas conversas voltaram em um estalar de dedos.
- Eu senti a sua falta, Luigi.
- Nápoles sempre foi uma boa cidade para se morar.
- Você ouviu o que eu disse? - disse ela com um misto de brincadeira e irritação no sorriso.
- Ouvi, e não vou dizer que não gostei de ouvir. Mesmo não podendo gostar.
- Você continua o mesmo, achando que a culpa de todas as catástrofes do mundo são por tua causa...
- Giuliana, por favor, eu só tenho mais alguns dias aqui, nossa conversa está muito boa, não vamos entrar neste assunto novamente.
- Vá bene, então me leva até em casa que já escureceu e não estou de férias como você.
CONTINUA
No andar de baixo se dirigiu sem olhar para trás até a porta, apagou as luzes e trancou o local. Chamou um taxi e cruzou o centro de Londres numa quinta-feira de tempo fechado. Quando chegou no aeroporto a chuva começava a cair. O pub não voltaria a ser aberto tao cedo, e ele demoraria dois meses para voltar à cidade.
A Italia, seu país de origem, sempre fora uma especie santuário para Luís. Era onde se sentia em casa, onde estava rodeado dos amigos de infância e onde podia ficar próximo a sua mãe, Isabel. A chegada em Nápoles fora cheia de olhares furtivos dos amigos e parentes ainda no aeroporto. No tempo em que passou ali, aproveitou cada instante que pode sem nem pensar no que havia deixado na fria capital inglesa. Na primeira noite da sua ultima semana ali foi que as coisas começaram a mudar.
Luís e Matteo, um amigo dos tempos de adolescencia, estavam em uma cafeteria no final da tarde de terça feira quando uma mulher bem branca, com sardas sedutoras perfeitamente combinando com os cabelos vermelhos, labios finos e olhos tão azuis quanto o céu em um dia de primavera aparecera com um sorriso encantador e parou na frente da mesa dos dois.
- Luigi Carmioni...
- Giuliana... que surpresa belíssima...
- Cansou do tempo e das mulheres frias da Inglaterra, é?
- Ah ragazza, não perde uma chance se quer.
- Diferente de você non é vero?
- Veríssimo.
Ela estava tão radiante quanto da ultima vez que eles haviam se encontrado. Giuliana se juntou aos rapazes e as historias dos tempos em que Luís viveu ali se misturavam às novidades que Matteo e ela contavam. Quando os sinos avisaram que era seis da tarde a italiana e o ex cidadão de Nápoles ficaram sozinhos e as antigas conversas voltaram em um estalar de dedos.
- Eu senti a sua falta, Luigi.
- Nápoles sempre foi uma boa cidade para se morar.
- Você ouviu o que eu disse? - disse ela com um misto de brincadeira e irritação no sorriso.
- Ouvi, e não vou dizer que não gostei de ouvir. Mesmo não podendo gostar.
- Você continua o mesmo, achando que a culpa de todas as catástrofes do mundo são por tua causa...
- Giuliana, por favor, eu só tenho mais alguns dias aqui, nossa conversa está muito boa, não vamos entrar neste assunto novamente.
- Vá bene, então me leva até em casa que já escureceu e não estou de férias como você.
CONTINUA
terça-feira, 9 de novembro de 2010
O tempo passa, o tempo voa... e o erro continua.
Faz quase um ano que eu prestei meu primeiro vestbular. Ou melhor, meu primeiro e único Enem (Exame Nacional do Ensino Medio), me lembro bem que no ano que eu concorri, foi aprovado um projeto de lei, modificando todo o esquema de provas e sistema de aplicação. O bonus que o Enem dava aos candidatos que faziam vestibular, fora transformado no proprio vestibular.
Secundaristas, e eu me encluo neste grupo, dos mais diversos niveis sociais e intelectuais sairam às ruas, com cartazes e protestos. Nunca consultaram o estudante, impuseram um modelo até então nunca usado, seriamos usados como cobaias de um sistema incerto, o qual se mostrou falho.
Uma semana antes da aplicação da prova, um funcionário da grafica contratada pelo Ministério da Educação resolve fazer aquilo que o brasileiro faz de melhor, se auto favorecer e prejudicar mais de cinco milhões de pessoas.
Estudantes, ainda mais revoltados, são de fato tratados como ratos de laboratório pelo orgão maior da representação dos direitos dos docentes do pais, o proprio Ministério. Chega então o dia da prova, e agora eu começo a contar o que eu presenciei individualmente. Na minha sala de prova, mais da metade das cadeiras estavam vazias, e ainda era só o primeiro dia. No momento, a primeira coisa que pensei foi "ótimo, concorrentes a menos", hoje eu paro e analiso... que vergonha.
No segundo dia de exame, aconteceu o que eu acho que foi o que mais me envergonhou em todo esse processo. Era dia da ultima rodada do campeonato brasileiro de futebol, para uns seria o dia em que o futuro estaria em jogo, seria o dia que esperou durante dezoito anos. Para outros, era o dia em que o time se tornaria campeão... e só. Entendo a posição daqueles que ficaram mais nervosos com o jogo do que com a prova, eu nao vou ser hipocrita, confesso que se fosse o meu Corinthians que estivesse brigando pelo título eu iria, por alguns momentos, me desfocar da prova, mas sair três horas antes de acabar o prazo para a entrega do cartão resposta para não perder o jogo? Isso eu nao consigo engolir.
Enfim, esse ainda não seria o maior dos problemas. Saem os gabaritos oficiais, e o que mais se comenta é o número de questões acertadas: 120, 93, 78, 157. Quando o boletim com o resultado sai: 670; 750; 733,24. Como que essa nota foi feita? Sistema TRI? Quer dizer que o estudante se mata fazendo uma questão e o sistema considera que ele chutou?
Por mais incrivel que pareça, esse não era o maior dos problemas. Abre o SiSU, todos os estudantes vao tentar fazer sua matricula e... não, o MEC achou mesmo, que um servidor de quinhentos mil acessos ia ser o suficiente para mais de cinco milhões de vestibulandos.
Quando enfim é corrigido o erro, os proprios estudantes se engalfinham para um tirar a vaga do outro, mesmo que por brincadeira, para ver se passava naquela universidade, só pelo prazer de ver o seu nome lá e não o de um aluno que de fato queria aquela vaga.
Ok, se voce ja cansou pode fechar a janela agora, por que a solução está longe de chegar.
Enfim consegui me inscrever, passei na terceira etapa para o curso que eu queria, quando fui fazer minha matricula, cheguei antes dos portões da universidade abrirem, ainda eram sete da manhã... eu saí de lá onze horas, sem minha matricula feita. Apenas com um pedaço minimo de papel que era minha garantia de que eu poderia justificar a presença no dia da matricula. Passei e fui matriculado para a segunda turma daquele ano.
Hoje é dia nove de novembro de dois mil e dez, faz três dias que a primeira prova foi aplicada, houve mais uma serie de falhas, tanto na aplicação tanto na orientação. e o nosso querido Ministro da Educação, com toda sua intelingencia solta a seguinte nota em entrevista à Rede Globo: "Vamos levar ao conhecimento da Justiça que a tecnologia educacional hoje permite, com toda a precisão, fazer isso a aplicação de provas diferentes, com o mesmo grau de dificuldade para os estudantes".
Bom ministro, sinceramente, eu não vejo toda essa eficiencia da tecnologia educacional. Foram dois anos de falhas, de erros, de descaso com os estudantes desta nação. E só para terminar, as provas não são diferentes, são as mesmas questões, apenas a ordem delas que é diferente.
Ah, voce está esperando a solução que eu falei mais acima? Relaxa, eu tambem ainda estou esperando.
R. P.
Secundaristas, e eu me encluo neste grupo, dos mais diversos niveis sociais e intelectuais sairam às ruas, com cartazes e protestos. Nunca consultaram o estudante, impuseram um modelo até então nunca usado, seriamos usados como cobaias de um sistema incerto, o qual se mostrou falho.
Uma semana antes da aplicação da prova, um funcionário da grafica contratada pelo Ministério da Educação resolve fazer aquilo que o brasileiro faz de melhor, se auto favorecer e prejudicar mais de cinco milhões de pessoas.
Estudantes, ainda mais revoltados, são de fato tratados como ratos de laboratório pelo orgão maior da representação dos direitos dos docentes do pais, o proprio Ministério. Chega então o dia da prova, e agora eu começo a contar o que eu presenciei individualmente. Na minha sala de prova, mais da metade das cadeiras estavam vazias, e ainda era só o primeiro dia. No momento, a primeira coisa que pensei foi "ótimo, concorrentes a menos", hoje eu paro e analiso... que vergonha.
No segundo dia de exame, aconteceu o que eu acho que foi o que mais me envergonhou em todo esse processo. Era dia da ultima rodada do campeonato brasileiro de futebol, para uns seria o dia em que o futuro estaria em jogo, seria o dia que esperou durante dezoito anos. Para outros, era o dia em que o time se tornaria campeão... e só. Entendo a posição daqueles que ficaram mais nervosos com o jogo do que com a prova, eu nao vou ser hipocrita, confesso que se fosse o meu Corinthians que estivesse brigando pelo título eu iria, por alguns momentos, me desfocar da prova, mas sair três horas antes de acabar o prazo para a entrega do cartão resposta para não perder o jogo? Isso eu nao consigo engolir.
Enfim, esse ainda não seria o maior dos problemas. Saem os gabaritos oficiais, e o que mais se comenta é o número de questões acertadas: 120, 93, 78, 157. Quando o boletim com o resultado sai: 670; 750; 733,24. Como que essa nota foi feita? Sistema TRI? Quer dizer que o estudante se mata fazendo uma questão e o sistema considera que ele chutou?
Por mais incrivel que pareça, esse não era o maior dos problemas. Abre o SiSU, todos os estudantes vao tentar fazer sua matricula e... não, o MEC achou mesmo, que um servidor de quinhentos mil acessos ia ser o suficiente para mais de cinco milhões de vestibulandos.
Quando enfim é corrigido o erro, os proprios estudantes se engalfinham para um tirar a vaga do outro, mesmo que por brincadeira, para ver se passava naquela universidade, só pelo prazer de ver o seu nome lá e não o de um aluno que de fato queria aquela vaga.
Ok, se voce ja cansou pode fechar a janela agora, por que a solução está longe de chegar.
Enfim consegui me inscrever, passei na terceira etapa para o curso que eu queria, quando fui fazer minha matricula, cheguei antes dos portões da universidade abrirem, ainda eram sete da manhã... eu saí de lá onze horas, sem minha matricula feita. Apenas com um pedaço minimo de papel que era minha garantia de que eu poderia justificar a presença no dia da matricula. Passei e fui matriculado para a segunda turma daquele ano.
Hoje é dia nove de novembro de dois mil e dez, faz três dias que a primeira prova foi aplicada, houve mais uma serie de falhas, tanto na aplicação tanto na orientação. e o nosso querido Ministro da Educação, com toda sua intelingencia solta a seguinte nota em entrevista à Rede Globo: "Vamos levar ao conhecimento da Justiça que a tecnologia educacional hoje permite, com toda a precisão, fazer isso a aplicação de provas diferentes, com o mesmo grau de dificuldade para os estudantes".
Bom ministro, sinceramente, eu não vejo toda essa eficiencia da tecnologia educacional. Foram dois anos de falhas, de erros, de descaso com os estudantes desta nação. E só para terminar, as provas não são diferentes, são as mesmas questões, apenas a ordem delas que é diferente.
Ah, voce está esperando a solução que eu falei mais acima? Relaxa, eu tambem ainda estou esperando.
R. P.
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
Choices
Quando a gente ainda é criança, nossas escolhas são totalmente acompanhadas pelos nossos pais. Se escolhemos brincar na rua, eles nos dizem para não ir longe e voltar antes das sete. Se ainda estivermos descobrindo as coisas que temos em casa e resolvemos testar a resistência daquele jarro chinês lindo que nossa mãe tem e ele quebra em mil pedaços, nossas escolhas tem um preço doloroso e ardido. A vida vai passando, vamos amadurecendo, ou pelo menos é isso que se espera, e nossas escolhas passam a receber uma seriedade, as decisões que tomamos podem mudar o rumo de nossas vidas, e na maioria das vezes, não tem como voltar atras.
O problema, é que a vida nos apresenta tanta coisa pra decidir. E isso começa muito cedo. Certo ou errado? Azul ou rosa? Pagode ou Heavy Metal? McCartney ou Lennon? Ela ou eu? São tantas decisões, que nem sempre a gente pode acertar. Eu mesmo acho que errei a maioria das minhas decisões. Calei-me quando tinha de dizer tudo, disse tudo quando deveria ter me calado. Fumei demais, bebi demais, falei demais, e nesse meio tempo, posso ter errado demais. Nunca fui de pensar muito antes de fazer as coisas, sempre fui impulsivo, e como um bom escorpiano, sempre quis aquilo que era mais difícil, e não desisti até conseguir.
Até onde essas escolhas me levaram a algo bom? Até onde esse caráter impulsivo me fez bem? Não fumo mais, bebo apenas uma cervejinha no fim de semana, só não larguei meu Jack Daniels, e isso se opõe totalmente ao que eu era a menos de um ano. Até onde a gente vai acertando? e até onde um erro pode nos ferir?
Mudei de novo nessas ultimas semanas. Embora nunca imaginasse que pudesse ser assim, comecei a pensar antes de agir e falar. Comecei a me indagar até onde aquilo poderia me ferir e até onde eu poderia ferir aquilo.
Hoje eu não me conheço mais, por mais que não pareça, que eu não demonstre. Eu me perdi dentro de mim, e tá difícil me encontrar.
O problema, é que a vida nos apresenta tanta coisa pra decidir. E isso começa muito cedo. Certo ou errado? Azul ou rosa? Pagode ou Heavy Metal? McCartney ou Lennon? Ela ou eu? São tantas decisões, que nem sempre a gente pode acertar. Eu mesmo acho que errei a maioria das minhas decisões. Calei-me quando tinha de dizer tudo, disse tudo quando deveria ter me calado. Fumei demais, bebi demais, falei demais, e nesse meio tempo, posso ter errado demais. Nunca fui de pensar muito antes de fazer as coisas, sempre fui impulsivo, e como um bom escorpiano, sempre quis aquilo que era mais difícil, e não desisti até conseguir.
Até onde essas escolhas me levaram a algo bom? Até onde esse caráter impulsivo me fez bem? Não fumo mais, bebo apenas uma cervejinha no fim de semana, só não larguei meu Jack Daniels, e isso se opõe totalmente ao que eu era a menos de um ano. Até onde a gente vai acertando? e até onde um erro pode nos ferir?
Mudei de novo nessas ultimas semanas. Embora nunca imaginasse que pudesse ser assim, comecei a pensar antes de agir e falar. Comecei a me indagar até onde aquilo poderia me ferir e até onde eu poderia ferir aquilo.
Hoje eu não me conheço mais, por mais que não pareça, que eu não demonstre. Eu me perdi dentro de mim, e tá difícil me encontrar.
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
Mulher de fases.
Sei que já há algum tempo desde minha ultima visita a este pub, na verdade, a ultima vez que apareci por aqui nada havia acontecido ainda, nada mesmo. Tudo seguia o curso natural, tudo estava calmo, eu estava calmo e isso nao me fazia mal algum, pelo contrario, me deixava bem comigo mesmo.
Na ultima vez que dei as caras, meu circulo social era mais boêmio, mais noturno, o que na época, era o meu modo de ser. Extremamente noturno. Bebia, fumava, nao mais cantava, e eu nao estou reclamando de nada disso, não, vivi isso de maneira intensa e aproveitei cada segundo como se fosse o ultimo.
Todavia, essa maneira de ser foi me cansando, as pessoas me cansaram, e como sempre fiz quando algo me enjoava, deixei em segundo, ou quem sabe até, em terceiro plano. Foi uma sensação boa me sentir livre e dono de mim novamente, mas, e sempre há um "mas", eu te vi. Sorri. Depois de muito tempo sem conseguir me soltar, me desprender das correntes que eu mesmo criei, eu me entreguei total e cegamente ao que eu senti. Aji corretamete?
Não tenho, e ainda não há como ter certeza, até por que ninguem a possui. Você é maravilhosamente complicada, me deixa totalmente confuso a maior parte do tempo, muda de idéia a cada segundo e nao consegue me deixar te "domar", mesmo que diga que queira.
Enfim, me enlouquece viver uma situação como essa, principalmente eu que sempre gostei de viver fazendo o que queria sem parar para pensar no que viria depois. É tudo muito opaco ainda, mas eu tenho paciencia suficiente para ouvir o teu "sim" e ganhar o meu brinde permanentemente.
R.P.
Na ultima vez que dei as caras, meu circulo social era mais boêmio, mais noturno, o que na época, era o meu modo de ser. Extremamente noturno. Bebia, fumava, nao mais cantava, e eu nao estou reclamando de nada disso, não, vivi isso de maneira intensa e aproveitei cada segundo como se fosse o ultimo.
Todavia, essa maneira de ser foi me cansando, as pessoas me cansaram, e como sempre fiz quando algo me enjoava, deixei em segundo, ou quem sabe até, em terceiro plano. Foi uma sensação boa me sentir livre e dono de mim novamente, mas, e sempre há um "mas", eu te vi. Sorri. Depois de muito tempo sem conseguir me soltar, me desprender das correntes que eu mesmo criei, eu me entreguei total e cegamente ao que eu senti. Aji corretamete?
Não tenho, e ainda não há como ter certeza, até por que ninguem a possui. Você é maravilhosamente complicada, me deixa totalmente confuso a maior parte do tempo, muda de idéia a cada segundo e nao consegue me deixar te "domar", mesmo que diga que queira.
Enfim, me enlouquece viver uma situação como essa, principalmente eu que sempre gostei de viver fazendo o que queria sem parar para pensar no que viria depois. É tudo muito opaco ainda, mas eu tenho paciencia suficiente para ouvir o teu "sim" e ganhar o meu brinde permanentemente.
R.P.
terça-feira, 10 de agosto de 2010
Stigmatized
Se eu desistir de você eu desisto de mim
Se lutarmos pela verdade, poderemos ficar juntos
Nem mesmo Deus e a fé que eu tenho
Não deveriam me prender aqui, não deveriam me manter longe de você
Me provoque, estendendo sua mão
Me deixe, ou me aceite como eu sou
E vivendo nossas vidas, estigmatizadas
Eu posso sentir o sangue correndo pelas minhas veias
Quando ouço sua voz, me deixando louco
Hora após hora dia após dia
Cada noite solitária que eu sento e rezo
Vivemos nossas vidas de maneiras diferentes
Mas continuamos juntos, você e eu
Apenas vivamos nossas vidas, estigmatizadas
Viveremos nossas vidas, levaremos socos todos os dias
Viveremos nossas vidas Eu sei que acharemos um jeito
Eu acredito em você
Mesmo que ninguém te entenda
Eu acredito em você
e eu realmente nao me importo
se nós estamos estigmatizados
Vivemos nossas vidas de maneiras diferentes
Mas continuamos juntos, você e eu
Vivemos nossos amores de maneiras diferentes
Vamos viver nossas vidas
Temos que viver nossas vidas
Vamos viver nossas vidas
Vamos viver nossas vidas,
Viver nossas vidas,
Estigmatizados
Se lutarmos pela verdade, poderemos ficar juntos
Nem mesmo Deus e a fé que eu tenho
Não deveriam me prender aqui, não deveriam me manter longe de você
Me provoque, estendendo sua mão
Me deixe, ou me aceite como eu sou
E vivendo nossas vidas, estigmatizadas
Eu posso sentir o sangue correndo pelas minhas veias
Quando ouço sua voz, me deixando louco
Hora após hora dia após dia
Cada noite solitária que eu sento e rezo
Vivemos nossas vidas de maneiras diferentes
Mas continuamos juntos, você e eu
Apenas vivamos nossas vidas, estigmatizadas
Viveremos nossas vidas, levaremos socos todos os dias
Viveremos nossas vidas Eu sei que acharemos um jeito
Eu acredito em você
Mesmo que ninguém te entenda
Eu acredito em você
e eu realmente nao me importo
se nós estamos estigmatizados
Vivemos nossas vidas de maneiras diferentes
Mas continuamos juntos, você e eu
Vivemos nossos amores de maneiras diferentes
Vamos viver nossas vidas
Temos que viver nossas vidas
Vamos viver nossas vidas
Vamos viver nossas vidas,
Viver nossas vidas,
Estigmatizados
terça-feira, 27 de julho de 2010
BrotherandSister
Veio como algo sem importância, eu estava de bem com a vida, tudo estava encaminhando da maneira como sempre fora. O plano estava sendo praticado sem nenhum desvio, tanto de rota quanto de conduta. Hoje quando eu fecho os olhos, eu tento dormir, mas continuo acordado e isso me faz sentir a sua falta. A falta da tua voz, da tua risada, do aroma do teu perfume...
Eu vejo a noite escura virar azul claro, mas não é o mesmo sem você, por que precisa-se de dois para sussurrar baixinho que o silencio não é tão ruim. Olho para as minhas mãos e o peito aperta, por que eu os espaços entre os dedos era onde os seus se encaixavam perfeitamente.
Hoje é o dia em que tudo está para acontecer, e eu poderei te olhar novamente. Por enquanto você deveria achar alguma forma de saber o que tem que fazer com isso. Eu duvido que alguém sinta o mesmo que eu sinto por você. Sabe, a gente tem tudo para, se não seguir o mesmo caminho, estarmos em avenidas paralelas e sempre nos encontrando em alguns cruzamentos. Eu espero que alguns possam ser um tanto perigosos. Você sabe a paixão pelo risco que eu possuo, conhece minhas loucuras e minhas manias como poucos. Talvez, você seja aquela que possa me salvar, afinal, você é a minha protetora.
A gente sabe o que é mostrar o nosso melhor, e não obter o sucesso esperado, isso nos fez pegar qualquer coisa que queríamos, embora nenhuma daquelas fosse o que precisávamos. Estamos cansados disso, mas não podemos dormir. Algumas lagrimas já rolaram dos nossos olhos, principalmente quando perdemos algo que era-nos insubstituível, amamos e não valeu de nada... Poderia ser pior? Só quero mesmo é ir pra casa, me aquecer e tentar me concertar. Quem sabe assim a gente se concerte.
De repente, o tom mudou, a escala subiu e era impossível imaginar o dia seguinte sem saber que você vai estar ali, caso eu precise. Embora tenha falhado algumas vezes, os momentos mais felizes e mais importantes, não era ninguém que estava do meu lado, ninguém além de ti, ninguém além dos teus cabelos dolorosamente negros, da tua pele, o teu perfume, dos teus olhos profundamente obscuros.
You are the only exception.
Eu vejo a noite escura virar azul claro, mas não é o mesmo sem você, por que precisa-se de dois para sussurrar baixinho que o silencio não é tão ruim. Olho para as minhas mãos e o peito aperta, por que eu os espaços entre os dedos era onde os seus se encaixavam perfeitamente.
Hoje é o dia em que tudo está para acontecer, e eu poderei te olhar novamente. Por enquanto você deveria achar alguma forma de saber o que tem que fazer com isso. Eu duvido que alguém sinta o mesmo que eu sinto por você. Sabe, a gente tem tudo para, se não seguir o mesmo caminho, estarmos em avenidas paralelas e sempre nos encontrando em alguns cruzamentos. Eu espero que alguns possam ser um tanto perigosos. Você sabe a paixão pelo risco que eu possuo, conhece minhas loucuras e minhas manias como poucos. Talvez, você seja aquela que possa me salvar, afinal, você é a minha protetora.
A gente sabe o que é mostrar o nosso melhor, e não obter o sucesso esperado, isso nos fez pegar qualquer coisa que queríamos, embora nenhuma daquelas fosse o que precisávamos. Estamos cansados disso, mas não podemos dormir. Algumas lagrimas já rolaram dos nossos olhos, principalmente quando perdemos algo que era-nos insubstituível, amamos e não valeu de nada... Poderia ser pior? Só quero mesmo é ir pra casa, me aquecer e tentar me concertar. Quem sabe assim a gente se concerte.
De repente, o tom mudou, a escala subiu e era impossível imaginar o dia seguinte sem saber que você vai estar ali, caso eu precise. Embora tenha falhado algumas vezes, os momentos mais felizes e mais importantes, não era ninguém que estava do meu lado, ninguém além de ti, ninguém além dos teus cabelos dolorosamente negros, da tua pele, o teu perfume, dos teus olhos profundamente obscuros.
You are the only exception.
segunda-feira, 26 de julho de 2010
Por Enquanto
Queria mais do que tudo poder ir te encontrar, te pedir desculpas. Você não sabe o quão adorável tu és. Eu tive que lhe achar, dizer que preciso de você, mas te deixei de lado. Me diz teus segredos, pergunte-me o que quer de mim. Vamos tentar recomeçar.
Nós mudamos e nos afastamos, hoje, parando para pensar, eu devo ter sido o que mais lutou para isso não acontecer. Eu te quis, eu te quero, mas por muito tempo pelejei, tentando encontrar o melhor jeito de te fazer só minha. Hoje eu descobri que você não pode ser só minha, por que percebi que eu não posso ser só teu também.
Não foi fácil, todavia, ninguém disse que seria. Que pena termos nos separado, mas de certa forma, ninguém disse que seria tão difícil. Vamos tentar recomeçar.
Eu tentei fazer as peças encaixarem, solucionar todos os problemas sozinho, tentar me fazer uma peça universal de teu quebra cabeça, aquela que você poderia colocar em qualquer lugar do jogo, em qualquer momento, e eu me encaixaria perfeitamente.
Vamos voltar para o começo, use-me agora, me encaixe em seu tabuleiro e me faça parte de você. Queria mais do que tudo poder te abraçar, te pedir desculpas por todas as caras feias e discussões sem sentido. Hoje, eu acho que eu entendo, por enquanto.
Há um vento selvagem soprando pelas esquinas da minha rua, todas as noites. Lá os faróis estão brilhando, há uma guerra fria chegando. No rádio, eu escuto: Baby, é um mundo violento! O tempo vem rastejando e o tempo é uma arma engatilhada. Cada estrada é um raio de luz e ele segue, o tempo pode apenas te conduzir adiante. Ainda é uma noite tão linda.
O que acontece com o tempo é algo incrível, em um segundo tudo está lá e com um piscar de olhos já passou, não há como conter o tempo, nem domá-lo, então, tentamos ao menos ser amigos. Mas há momentos em que nada pode te ajudar, o tempo vagarosamente escorre por seus dedos e você fica lá esperando algo novo.
O esforço deve ser conjunto, mas quando não há união, não há causa e então nossa causa foi perdida no nosso pesaroso "fim dos tempos." Qualquer um diria que era para ser eterno, mas qualquer um também diria que esse é um mundo estranho, então vamos deixar para lá, o vento soprou-nos para longe, e posso ouvir nossas juras, elas são como suaves melodias.
Vamos dizer que nada novo aconteceu conosco, passado é para isso, para ficar para trás, pelo ao menos foi assim que "escolhemos". De todo modo, as borboletas no estamos já são quase confundidas com o frio do medo, bem, os caminhos seguiram, boa sorte, é assim que deve ser, até logo, sinto saudades.
Oh, amor, não me deixe ir! Você não vai me levar para onde as luzes de rua brilham? Eu posso ouvir a chuva chegando como uma serenata de sons. Agora meus pés não tocam o chão.
R.P & E.F
N.A: Bom, nessa segunda feira meu pai fez aniversario e eu queria deixar esse espacinho aqui do posto para parabenizá-lo e dizer o quanto eu o amo. Beijos.
Nós mudamos e nos afastamos, hoje, parando para pensar, eu devo ter sido o que mais lutou para isso não acontecer. Eu te quis, eu te quero, mas por muito tempo pelejei, tentando encontrar o melhor jeito de te fazer só minha. Hoje eu descobri que você não pode ser só minha, por que percebi que eu não posso ser só teu também.
Não foi fácil, todavia, ninguém disse que seria. Que pena termos nos separado, mas de certa forma, ninguém disse que seria tão difícil. Vamos tentar recomeçar.
Eu tentei fazer as peças encaixarem, solucionar todos os problemas sozinho, tentar me fazer uma peça universal de teu quebra cabeça, aquela que você poderia colocar em qualquer lugar do jogo, em qualquer momento, e eu me encaixaria perfeitamente.
Vamos voltar para o começo, use-me agora, me encaixe em seu tabuleiro e me faça parte de você. Queria mais do que tudo poder te abraçar, te pedir desculpas por todas as caras feias e discussões sem sentido. Hoje, eu acho que eu entendo, por enquanto.
Há um vento selvagem soprando pelas esquinas da minha rua, todas as noites. Lá os faróis estão brilhando, há uma guerra fria chegando. No rádio, eu escuto: Baby, é um mundo violento! O tempo vem rastejando e o tempo é uma arma engatilhada. Cada estrada é um raio de luz e ele segue, o tempo pode apenas te conduzir adiante. Ainda é uma noite tão linda.
O que acontece com o tempo é algo incrível, em um segundo tudo está lá e com um piscar de olhos já passou, não há como conter o tempo, nem domá-lo, então, tentamos ao menos ser amigos. Mas há momentos em que nada pode te ajudar, o tempo vagarosamente escorre por seus dedos e você fica lá esperando algo novo.
O esforço deve ser conjunto, mas quando não há união, não há causa e então nossa causa foi perdida no nosso pesaroso "fim dos tempos." Qualquer um diria que era para ser eterno, mas qualquer um também diria que esse é um mundo estranho, então vamos deixar para lá, o vento soprou-nos para longe, e posso ouvir nossas juras, elas são como suaves melodias.
Vamos dizer que nada novo aconteceu conosco, passado é para isso, para ficar para trás, pelo ao menos foi assim que "escolhemos". De todo modo, as borboletas no estamos já são quase confundidas com o frio do medo, bem, os caminhos seguiram, boa sorte, é assim que deve ser, até logo, sinto saudades.
Oh, amor, não me deixe ir! Você não vai me levar para onde as luzes de rua brilham? Eu posso ouvir a chuva chegando como uma serenata de sons. Agora meus pés não tocam o chão.
R.P & E.F
N.A: Bom, nessa segunda feira meu pai fez aniversario e eu queria deixar esse espacinho aqui do posto para parabenizá-lo e dizer o quanto eu o amo. Beijos.
segunda-feira, 19 de julho de 2010
In Focus
Cadê o momento certo, quando nós mais precisamos dele?
A manhã estava fria, nublada, coberta por uma onda de névoa que não nos deixava enxergar nada além de vinte metros de distância.
Coloquei o pé direito com aquele tênis surrado e sujo no chão da rodoviaria e segui a passos contidos as sombras dos mochileiros. Apenas a luz fraca dos faróis dos carros que passavam nos fazia diferenciar o final da rua com o começo do céu, e o sentimento de clausura ia aumentando à medida que o frio e o vento invadiam o ambiente.
Eles me disseram que o seu dia ensolarado agora é cinza, me disseram que suas paixões lhe deixaram e agora você não sabe como continuar.
Ao empurrar o pequeno portão e ser engolfado pelo silencio das horas que separava toda a minha lucidez da insanidade, eu pensei em ti, e o quanto eu gostaria de sentir o teu corpo colado com o meu, fazendo arder o frio que eu sentia, que outrora fora o gelo que eu possuía no estômago por não saber se deveria fazer queimar. Porém, seu suor e seu sorriso agora estavam apenas no pensamento e a brisa me congelava.
Às vezes o sistema fica fora do ar e todas as coisas dão errado. Talvez você não consiga voltar mesmo sabendo que poderia deixar tudo bem.
Algumas taças de vinho depois e eu já viajava ao teu lado pelos caminhos que eu nunca trilhei, meu coração ia contigo e meu pensamento so ficava em você. Fui pra rua, encarei novamente o abraço da noite sozinho e encontrei com aqueles únicos que poderiam conseguir tornar evidente o motivo do meu sorriso. Pode ser que não seja nessa vida, mas você ainda vai ser a minha vida.
Onde está a paixão quando você mais precisa dela?
Coloquei o mesmo tênis surrado no primeiro degrau do ônibus que me levaria para o calor aconchegante do meu lar e respirei aliviado por ter sobrevivido à uma noite daquelas em que voce nao aparece para sussurrar em meu ouvido o quanto me quer, por ter passado frio e me esquentar com o nosso cobertor, ficar sedento e me refrescar com a lembrança do teu beijo.
Espero poder te encontrar na rua para terminar o nosso desenho, sair correndo na chuva e trocar um olhar que diz tudo e nada.
R.P.
A manhã estava fria, nublada, coberta por uma onda de névoa que não nos deixava enxergar nada além de vinte metros de distância.
Coloquei o pé direito com aquele tênis surrado e sujo no chão da rodoviaria e segui a passos contidos as sombras dos mochileiros. Apenas a luz fraca dos faróis dos carros que passavam nos fazia diferenciar o final da rua com o começo do céu, e o sentimento de clausura ia aumentando à medida que o frio e o vento invadiam o ambiente.
Eles me disseram que o seu dia ensolarado agora é cinza, me disseram que suas paixões lhe deixaram e agora você não sabe como continuar.
Ao empurrar o pequeno portão e ser engolfado pelo silencio das horas que separava toda a minha lucidez da insanidade, eu pensei em ti, e o quanto eu gostaria de sentir o teu corpo colado com o meu, fazendo arder o frio que eu sentia, que outrora fora o gelo que eu possuía no estômago por não saber se deveria fazer queimar. Porém, seu suor e seu sorriso agora estavam apenas no pensamento e a brisa me congelava.
Às vezes o sistema fica fora do ar e todas as coisas dão errado. Talvez você não consiga voltar mesmo sabendo que poderia deixar tudo bem.
Algumas taças de vinho depois e eu já viajava ao teu lado pelos caminhos que eu nunca trilhei, meu coração ia contigo e meu pensamento so ficava em você. Fui pra rua, encarei novamente o abraço da noite sozinho e encontrei com aqueles únicos que poderiam conseguir tornar evidente o motivo do meu sorriso. Pode ser que não seja nessa vida, mas você ainda vai ser a minha vida.
Onde está a paixão quando você mais precisa dela?
Coloquei o mesmo tênis surrado no primeiro degrau do ônibus que me levaria para o calor aconchegante do meu lar e respirei aliviado por ter sobrevivido à uma noite daquelas em que voce nao aparece para sussurrar em meu ouvido o quanto me quer, por ter passado frio e me esquentar com o nosso cobertor, ficar sedento e me refrescar com a lembrança do teu beijo.
Espero poder te encontrar na rua para terminar o nosso desenho, sair correndo na chuva e trocar um olhar que diz tudo e nada.
R.P.
segunda-feira, 12 de julho de 2010
Mais brilhante que o sol.
Eu nunca tinha entendido antes, eu nunca soube para que o amor servia, mas eu vi que meu coração estava quebrado, minha cabeça explodindo. Uau, que sensação.
Vivia semanas de estase, tudo corria bem, faltava apenas poucas semanas para aquilo que eu havia escolhido para o meu futuro, pra minha vida. Faltavam poucos dias para dar o primeiro passo dentro da universidade não como visitante, mas como calouro e futuro psicólogo.
Tudo corria bem, tudo ia de acordo com as coordenadas, uma das pessoas mais especiais que eu havia conhecido estava chegando da minha terra natal para viver cinco anos comigo, virando noites acordados, com olheiras e mau humor desmedido.
E por mais que parecesse doloroso toda essa rotina, eu nunca havia esperado por algo com tanta ansiedade.
Amarrado a uma antiga historia, eu nunca acreditei em destino, de repente você estava parada a minha frente. Uau, que sensação.
Fui colocado a prova nessas ultimas semanas. Tive se escolher repetidamente o que era certo ou errado, bem e mal e se eu confiava ou repudiava. Infelizmente, eu fiz o certo, eu só poderia escolher o bem, e por mais que eu quisesse repudiar, eu não tinha outra escolha além de confiar. Assim o fiz e agora não tem mais volta, o que era para ser feito, está feito. Só me resta agora olhar de longe sorrir quando preciso for e apoiar as decisões, e repreender quando necessario.
Uau, que sentimento em minha alma, queimaduras de amor mais brilhantes que o sol. Deixa a chuva cair, eu já não me importo, eu sou teu e de repente você também será minha. E isso brilha mais que o sol.
Sabe, eu não vou me perdoar se nós nos perdermos no caminho. Eu não vou me perdoar, por que eu sabia que isso poderia acontecer, e se acontecer, foi por que eu não fui forte o suficiente para lutar contra e impedir. Eu não posso deixar, eu não vou, eu não quero.
Eu nunca vi isto acontecendo, eu desistiria e cederia. Eu não poderia suportar a dor novamente. Uau, que sensação.
Quer saber, vamos jogar tudo pro alto. Vamos viver o agora, o ontem e o amanhã não importam mais, vamos sair pra onde queremos ir, beber o que for o ideal para o momento, falar o que vier a cabeça sem medo de arrepender ou magoar, e se magoados formos, mostra-lhe o dedo maior e continua sorrindo por que é assim que se ama, a vida.
O amor é realmente um mistério, mas me dê a sua mão e eu lhe mostrarei. Seu coração esta no mesmo ritmo comigo.
Uau, que sentimento em minha alma, queimaduras de amor mais brilhantes que o sol. Deixa a chuva cair, eu já não me importo, eu sou teu e de repente você também será minha. E isso brilha mais que o sol.
Vivia semanas de estase, tudo corria bem, faltava apenas poucas semanas para aquilo que eu havia escolhido para o meu futuro, pra minha vida. Faltavam poucos dias para dar o primeiro passo dentro da universidade não como visitante, mas como calouro e futuro psicólogo.
Tudo corria bem, tudo ia de acordo com as coordenadas, uma das pessoas mais especiais que eu havia conhecido estava chegando da minha terra natal para viver cinco anos comigo, virando noites acordados, com olheiras e mau humor desmedido.
E por mais que parecesse doloroso toda essa rotina, eu nunca havia esperado por algo com tanta ansiedade.
Amarrado a uma antiga historia, eu nunca acreditei em destino, de repente você estava parada a minha frente. Uau, que sensação.
Fui colocado a prova nessas ultimas semanas. Tive se escolher repetidamente o que era certo ou errado, bem e mal e se eu confiava ou repudiava. Infelizmente, eu fiz o certo, eu só poderia escolher o bem, e por mais que eu quisesse repudiar, eu não tinha outra escolha além de confiar. Assim o fiz e agora não tem mais volta, o que era para ser feito, está feito. Só me resta agora olhar de longe sorrir quando preciso for e apoiar as decisões, e repreender quando necessario.
Uau, que sentimento em minha alma, queimaduras de amor mais brilhantes que o sol. Deixa a chuva cair, eu já não me importo, eu sou teu e de repente você também será minha. E isso brilha mais que o sol.
Sabe, eu não vou me perdoar se nós nos perdermos no caminho. Eu não vou me perdoar, por que eu sabia que isso poderia acontecer, e se acontecer, foi por que eu não fui forte o suficiente para lutar contra e impedir. Eu não posso deixar, eu não vou, eu não quero.
Eu nunca vi isto acontecendo, eu desistiria e cederia. Eu não poderia suportar a dor novamente. Uau, que sensação.
Quer saber, vamos jogar tudo pro alto. Vamos viver o agora, o ontem e o amanhã não importam mais, vamos sair pra onde queremos ir, beber o que for o ideal para o momento, falar o que vier a cabeça sem medo de arrepender ou magoar, e se magoados formos, mostra-lhe o dedo maior e continua sorrindo por que é assim que se ama, a vida.
O amor é realmente um mistério, mas me dê a sua mão e eu lhe mostrarei. Seu coração esta no mesmo ritmo comigo.
Uau, que sentimento em minha alma, queimaduras de amor mais brilhantes que o sol. Deixa a chuva cair, eu já não me importo, eu sou teu e de repente você também será minha. E isso brilha mais que o sol.
quarta-feira, 7 de julho de 2010
The Call - Regina Spektor
Começou como um sentimento,
Que então cresceu em uma esperança,
Que se tornou então um pensamento quieto,
Que se tornou então uma palavra quieta,
E então essa palavra cresceu mais e mais
Até se tornar um grito de guerra:
Eu voltarei quando você me chamar,
Não há porquê se despedir.
Só porque tudo muda
Não significa que nunca foi assim antes.
Tudo que você pode fazer é tentar saber quem seus amigos são,
Enquanto marcha para a guerra.
Escolha uma estrela no horizonte escuro
E siga a luz.
Agora estamos de volta ao começo
É apenas um sentimento e ninguém conhece ainda,
mas, apenas porque não podem sentir esse sentimento também,
isso não significa quer você têm que esquecê-lo
Deixe suas memórias crescerem mais fortes e mais fortes
até estarem diante de seus olhos.
Você voltará quando te chamarem,
Não há porquê se despedir.
Que então cresceu em uma esperança,
Que se tornou então um pensamento quieto,
Que se tornou então uma palavra quieta,
E então essa palavra cresceu mais e mais
Até se tornar um grito de guerra:
Eu voltarei quando você me chamar,
Não há porquê se despedir.
Só porque tudo muda
Não significa que nunca foi assim antes.
Tudo que você pode fazer é tentar saber quem seus amigos são,
Enquanto marcha para a guerra.
Escolha uma estrela no horizonte escuro
E siga a luz.
Agora estamos de volta ao começo
É apenas um sentimento e ninguém conhece ainda,
mas, apenas porque não podem sentir esse sentimento também,
isso não significa quer você têm que esquecê-lo
Deixe suas memórias crescerem mais fortes e mais fortes
até estarem diante de seus olhos.
Você voltará quando te chamarem,
Não há porquê se despedir.
segunda-feira, 5 de julho de 2010
Não Posso Mais.
Por muito tempo tenho evitado externar tudo o que eu tenho sentido, tudo o que eu tenho vivido tudo o que eu tenho pensado. Eu não creio que isso seja justo comigo, mas bem, ninguém está me pedindo para ser assim, é uma escolha minha. O que me deixa ainda mais perturbado. Que saudade amor.
Eu sinto cada vez mais que temos nos distanciado, que temos nos perdido no caminho, e talvez dessa vez, nesse momento não seja você quem esteja fazendo isso. Talvez eu tenha me afastado por medo de te perder de vez.
Nessa cidade, não vou mais sorrir, pelo menos nesse mês, por que eu sei que tudo que está para acontecer não me deixara faze-lo. É tanta loucura acontecendo ao mesmo tempo, que eu acho que não sei como lidar. Acho que preciso de um psicólogo, ou melhor e mais barato... Um amigo para quem eu possa realmente dizer tudo o que está acontecendo e poder encontrar uma solução para sair dessa abstinência.
Não posso mais viver sem ti, te tornaste uma das pessoas mais importantes na minha vida, aquele tipo de pessoa que você não precisa conhecer por completo, você não precisa ver todo dia, contanto que você saiba que ela estará lá, sempre que precisar.
Sabe, faz quase um ano que eu não componho, faz quase um ano que eu não consigo me expressar direito, tanto com atos quanto palavras. E acredite ou não, eu sinto falta disso, sinto falta de olhar para uma raridade, ou nem tão raro assim, e as palavras caírem na minha frente como uma chuva de verão. Sinto falta de andar na rua conversando com alguém, e quando imaginar o que aconteceria, eu narrar em terceira pessoa o que eu imagino. Sinto falta, e muita falta, de tocar um acorde no meu violão e saber quais são as próximas notas que formarão uma musica especial e que vai mexer comigo.
Desculpa, mas eu não posso mais, isso não é nem de longe um fim, acredite, é exatamente o contrario. É um começo, e quero que dessa vez seja como tudo deve ser. Eu não vou pressionar, eu não vou mentir, e se você realmente não quiser começar, eu vou entender, abrir meus braços e deixar você sair voando. Simplesmente, por que não posso mas viver sem ti.
Não posso mais.
R.P.
Eu sinto cada vez mais que temos nos distanciado, que temos nos perdido no caminho, e talvez dessa vez, nesse momento não seja você quem esteja fazendo isso. Talvez eu tenha me afastado por medo de te perder de vez.
Nessa cidade, não vou mais sorrir, pelo menos nesse mês, por que eu sei que tudo que está para acontecer não me deixara faze-lo. É tanta loucura acontecendo ao mesmo tempo, que eu acho que não sei como lidar. Acho que preciso de um psicólogo, ou melhor e mais barato... Um amigo para quem eu possa realmente dizer tudo o que está acontecendo e poder encontrar uma solução para sair dessa abstinência.
Não posso mais viver sem ti, te tornaste uma das pessoas mais importantes na minha vida, aquele tipo de pessoa que você não precisa conhecer por completo, você não precisa ver todo dia, contanto que você saiba que ela estará lá, sempre que precisar.
Sabe, faz quase um ano que eu não componho, faz quase um ano que eu não consigo me expressar direito, tanto com atos quanto palavras. E acredite ou não, eu sinto falta disso, sinto falta de olhar para uma raridade, ou nem tão raro assim, e as palavras caírem na minha frente como uma chuva de verão. Sinto falta de andar na rua conversando com alguém, e quando imaginar o que aconteceria, eu narrar em terceira pessoa o que eu imagino. Sinto falta, e muita falta, de tocar um acorde no meu violão e saber quais são as próximas notas que formarão uma musica especial e que vai mexer comigo.
Desculpa, mas eu não posso mais, isso não é nem de longe um fim, acredite, é exatamente o contrario. É um começo, e quero que dessa vez seja como tudo deve ser. Eu não vou pressionar, eu não vou mentir, e se você realmente não quiser começar, eu vou entender, abrir meus braços e deixar você sair voando. Simplesmente, por que não posso mas viver sem ti.
Não posso mais.
R.P.
quarta-feira, 9 de junho de 2010
I wish you were here.
Eu sempre acreditei que toda coisa que fazíamos na nossa vida tinha algum proposito, seja ele bom ou ruim, fazíamos por algo ou alguém. Hoje, mesmo que ainda pense dessa maneira, não tenho mais aquela certeza de antes. Talvez com o tempo, toda a minha habilidade de discernir a distancia entre o bem e o mal, o feio e o bonito, o agora e o amanha tenha se esvaído, e em seu lugar ficado apenas a duvida.
Sejamos francos, tudo que tem acontecido nos últimos tempos, não é nem de perto tudo aquilo que nós sonhamos, esperamos. Não, e nem de longe. Sempre me pego pensando sozinho, se toda essa confusão um dia servirá para algum bem, ou foi só mais uma decepção que tivemos que aprender a lidar.
Sem nenhuma dúvida, eu posso dizer que me decepcionei muito, comigo e com muita gente nesses últimos dias, semanas e meses. Mas afinal, quem nunca se decepcionou? Quem nunca foi ofendido pelo melhor amigo? Teve seus desejos não saciados por culpa da preguiça de outrem ou ainda mais triste... Quem nunca foi decepcionado pela pessoa que mais amava?
Entretanto, eu tenho pra mim, que quem muito lamenta nada ganha, então agora pode ser a hora exata de se dar um fim nisso... é uma pena me faltar tanta força e paciência.
O intuito deste texto não é falar de mim, da menina da fotografia, ou de qualquer outra pessoa além de ti.
Há quatro anos atrás, eu vivia um dos momentos mais incríveis que eu já tive a oportunidade de viver. Estudava na escola que eu queria, tinha os melhores amigos do mundo mas sempre, sempre faltava você. E com a maior cara de pau do mundo, eu fiz tudo isso acabar, toda aquela amizade, toda a amizade, todo o carinho e toda a ansiedade.
Não tenho, e se for permitido, não quero ter, a sensação de passar pelo que te fiz passar, sei que deixei uma ferida grandíssima em sua vida, e a cicatriz ficará eternamente, mas saiba que se eu pudesse fazer qualquer coisa para mudar isso, eu faria.
Bom, seres animados e cultos, (ou não hahaha, brincs) quero adiantar meu ponto de vista sobre a noticia do post anterior.
Sou a favor da saúde digna, da prestação de serviço bem preparada, do futuro progressor e de um país sem mais desempregados, marginais e drogados, portanto, se o governo fizer a parte dele regularizando o sistema de saúde publica, e ainda assim, der mais instruções às mulheres, de baixa renda ou não, eu sou a favor da legalização. Para aqueles que já pensam em me criticar, eu não estou dizendo que sou a favor do aborto, e sim da legalização de tal, contanto que haja uma politica social boa o suficiente para não termos mais um "matadouro". Se sem a legalização, as pessoas abortam, se legalizarmos, pelo menos haverá certo controle. Eu espero não estar sendo utópico demais neste meu pensamento... Mas ainda assim, eu preferiria uma maior conscientização, mas já que parece que o brasileiro só aprende se doer no bolso, então que gere renda para o país.
Sejamos francos, tudo que tem acontecido nos últimos tempos, não é nem de perto tudo aquilo que nós sonhamos, esperamos. Não, e nem de longe. Sempre me pego pensando sozinho, se toda essa confusão um dia servirá para algum bem, ou foi só mais uma decepção que tivemos que aprender a lidar.
Sem nenhuma dúvida, eu posso dizer que me decepcionei muito, comigo e com muita gente nesses últimos dias, semanas e meses. Mas afinal, quem nunca se decepcionou? Quem nunca foi ofendido pelo melhor amigo? Teve seus desejos não saciados por culpa da preguiça de outrem ou ainda mais triste... Quem nunca foi decepcionado pela pessoa que mais amava?
Entretanto, eu tenho pra mim, que quem muito lamenta nada ganha, então agora pode ser a hora exata de se dar um fim nisso... é uma pena me faltar tanta força e paciência.
O intuito deste texto não é falar de mim, da menina da fotografia, ou de qualquer outra pessoa além de ti.
Há quatro anos atrás, eu vivia um dos momentos mais incríveis que eu já tive a oportunidade de viver. Estudava na escola que eu queria, tinha os melhores amigos do mundo mas sempre, sempre faltava você. E com a maior cara de pau do mundo, eu fiz tudo isso acabar, toda aquela amizade, toda a amizade, todo o carinho e toda a ansiedade.
Não tenho, e se for permitido, não quero ter, a sensação de passar pelo que te fiz passar, sei que deixei uma ferida grandíssima em sua vida, e a cicatriz ficará eternamente, mas saiba que se eu pudesse fazer qualquer coisa para mudar isso, eu faria.
Bom, seres animados e cultos, (ou não hahaha, brincs) quero adiantar meu ponto de vista sobre a noticia do post anterior.
Sou a favor da saúde digna, da prestação de serviço bem preparada, do futuro progressor e de um país sem mais desempregados, marginais e drogados, portanto, se o governo fizer a parte dele regularizando o sistema de saúde publica, e ainda assim, der mais instruções às mulheres, de baixa renda ou não, eu sou a favor da legalização. Para aqueles que já pensam em me criticar, eu não estou dizendo que sou a favor do aborto, e sim da legalização de tal, contanto que haja uma politica social boa o suficiente para não termos mais um "matadouro". Se sem a legalização, as pessoas abortam, se legalizarmos, pelo menos haverá certo controle. Eu espero não estar sendo utópico demais neste meu pensamento... Mas ainda assim, eu preferiria uma maior conscientização, mas já que parece que o brasileiro só aprende se doer no bolso, então que gere renda para o país.
terça-feira, 8 de junho de 2010
E ai, crime ou questao de saude publica?
Ela não tinha rosto, não tinha casa, não tinha crenças nem lugar na sociedade. A mulher que aborta no Brasil era uma sombra. Não se sabia quem era, onde estava e o que pensava. Desconhecida, e tratada pela lei como criminosa, era apontada quase sempre como uma mulher sem sentimentos por rejeitar a maternidade.
Pesquisa da Universidade de Brasília, em parceria com o Instituto de Bioética e financiada pelo Fundo Nacional de Saúde, revelou a face da brasileira que interrompe a gravidez. Ela é casada, tem filhos, religião e pertence a todas as classes sociais. O estudo também conferiu precisão ao que eram apenas estimativas. As mulheres que abortam são muitas.
Das 2.002 entrevistadas no estudo, de 18 a 39 anos, 15% declararam que já fizeram pelo menos um aborto. Projetado sobre a população feminina do país nessa faixa etária, que é de 35,6 milhões, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), esse número representaria 5,3 milhões de mulheres. Até então, as estatísticas disponíveis sobre aborto no Brasil eram as relacionadas a curetagens feitas nos hospitais, uma média de 220 mil nos últimos sete anos.
Colocados os números e conhecidas as mulheres, a questão é o que fazer com elas. O Código Penal prevê pena de detenção de um a três anos para a gestante que provoca o aborto. E reclusão de um a quatro anos para quem faz o aborto com o consentimento da mulher grávida. A prática só não é crime quando representa risco de vida à gestante e quando decorre de estupro. “O Estado vai mesmo colocar 5 milhões de mulheres na cadeia?”, indaga o professor Marcelo Medeiros, do Departamento de Sociologia da UnB e um dos autores da pesquisa.
As opiniões são divergentes. O Ministério da Saúde e a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres da Presidência da República defendem que o aborto deve ser tratado como um caso de saúde pública. O principal argumento é o de que milhares de mulheres morreram em consequência da prática e outros milhares procuram os hospitais com complicações. A própria pesquisa mostrou que 55% das mulheres que abortaram ficaram internadas.
A coordenadora da Área de Saúde e Poder da Secretaria Especial de Políticas para Mulheres, Elizabeth Saar, defende a descriminalização como único caminho. “O assunto tem de sair das páginas policiais e ir para as páginas sociais e de saúde. O Brasil tem de assumir o compromisso de revisar a lei”, defende.
Os projetos de lei que tratam do assunto, entretanto, são dos mais polêmicos do Congresso Nacional e, por isso mesmo, não saem do lugar. O mais recente é o PL 478/2007, o Estatuto do Nascituro. A proposição garante proteção jurídica aos embriões e propõe que as mulheres que engravidaram em consequência de estupro recebam um benefício em dinheiro, daí a razão para projeto ter ficado conhecido como bolsa-estupro. “O projeto discrimina a mulher e representa um retrocesso”, afirma a professora da UnB, Débora Diniz, coordenadora da pesquisa.
Durante a discussão da proposição na Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados, parlamentares quiseram retirar da lei as situações em que o aborto é permitido, mas a tentativa fracassou. “O número alto de abortos não significa que ele deve ser descriminalizado. Mais de 50 mil pessoas por ano morrem vítimas de violência. Vamos legalizar o assassinato porque muitas pessoas matam”, questiona um dos autores do projeto, o deputado José Miguel Martini (PHS-MG).
Ele defende que as mulheres que optam pelo aborto por falta de informação sejam apoiadas pelo Estado, mas aquelas que, mesmo informadas, o praticam, devem ser punidas. “Uma mulher informada hoje só engravida se quiser. Ela tem de assumir a responsabilidade dos seus atos”, afirma. “Ao mesmo tempo, é papel do Estado oferecer apoio às mulheres que optam por essa alternativa por falta de informação”, acredita. O apoio, na opinião dele, é a oferta de condições para que a mulher evite uma gravidez indesejada e, uma vez grávida, possa fazer um pré-natal, manter seu filho em segurança e até receber assistência psicológica, caso seja necessário.
A prevenção é a política adotada pelo Ministério da Saúde. “A pesquisa mostra que estamos no caminho certo ao ampliar a oferta de métodos contraceptivos no sistema único de saúde”, afirma o assessor especial do ministério, Adson França.
Se no Legislativo o debate não avança, o assunto ganha espaço no Judiciário. O Supremo Tribunal Federal prometeu julgar a permissão do aborto no caso de fetos anencéfalos até o final do ano. Apesar de não virar lei, a decisão cria jurisprudência sobre o assunto. Ou seja, gera uma orientação para processos sobre o tema em todas as instâncias do judiciário. “A via mais fácil ainda é a judiciária. Se a decisão do Supremo for favorável ao aborto de anencéfalos, ainda que a mulher precise recorrer à justiça, a liminar sairia entre 24 horas e 15 dias após o pedido”, explica a advogada Margarida Pressburguer, da seção do Rio de Janeiro da Ordem dos Advogados do Brasil.
O assessor da Comissão para Vida e Família da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Padre Bento, acredita que os dados servem para mostrar a realidade e fomentar um debate mais esclarecido sobre o aborto. Dentre as mulheres ouvidas na pesquisa, 80% tem religião. “Esses dados levam a nós, religiosos, a encontrar novos métodos, novas estratégias e novo ardor para tratar o tema. Mostra que alguma coisa não está bem. A nossa mensagem não está chegando aos corações do homem e da mulher moderna”, explica.
Ele enfatiza que a Igreja não é contra o aborto e sim a favor da vida. “A vida é um dom, não é minha. Como posso dizer que a vida da mãe é mais importante que a de seu filho? Não cabe a nós decidir”, explica. Segundo ele, a ideia da CNBB é intensificar as campanhas de valorização da vida nas escolas e insistir na “educação para o amor”. Ele conta que em suas campanhas trabalha a mensagem de que o casal, na relação sexual, deve estar sempre aberto, preparado, para a possibilidade de ter filhos.
Dentre o total de mulheres que declararam na pesquisa já terem feito pelo menos um aborto, 64% são casadas e 81% são mães. “A mulher que aborta é uma de nós. Ela é a sua irmã, ela é a sua vizinha, ela é a sua filha ou a sua mãe”, define Débora Diniz. A classe social não interfere na decisão. Do total de mulheres que abortaram, 23% ganham até um salário mínimo, 31% de um a dois, 35% de dois a cinco e 11% recebem mais de cinco. “Pobres e ricas, todas abortam”, afirma a professora.
O levantamento é o maior sobre o assunto no Brasil. Antes, os dados que se dispunham eram imprecisos e coletados somente quando as mulheres tinham alguma complicação e procuravam os hospitais públicos. A elaboração da pesquisa foi antecedida de um amplo levantamento de toda a bibliografia científica sobre o aborto. Depois, foram elaborados os questionários, testados previamente por estudantes da UnB e revisados por quase 20 especialistas de toda a América Latina. “O trabalho envolveu toda a universidade e muitos dos grandes estudiosos do assunto”, explica Marcelo Menezes.
As entrevistas definitivas foram feitas pela Agência Ibope Inteligência, para garantir a imparcialidade do estudo. O método foi responder as perguntas de próprio punho e depositar em uma urna. “Só conseguimos porque garantimos a elas o sigilo”, resume Marcelo. A pesquisa já foi publicada na Revista Ciência & Saúde Coletiva, editada pela Associação Brasileira de Pós-Graduação em Saúde Coletiva/Abrasco.
Deixe sua opinião nos comentarios.
Fonte: www.bulevoador.haaan.com
Pesquisa da Universidade de Brasília, em parceria com o Instituto de Bioética e financiada pelo Fundo Nacional de Saúde, revelou a face da brasileira que interrompe a gravidez. Ela é casada, tem filhos, religião e pertence a todas as classes sociais. O estudo também conferiu precisão ao que eram apenas estimativas. As mulheres que abortam são muitas.
Das 2.002 entrevistadas no estudo, de 18 a 39 anos, 15% declararam que já fizeram pelo menos um aborto. Projetado sobre a população feminina do país nessa faixa etária, que é de 35,6 milhões, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), esse número representaria 5,3 milhões de mulheres. Até então, as estatísticas disponíveis sobre aborto no Brasil eram as relacionadas a curetagens feitas nos hospitais, uma média de 220 mil nos últimos sete anos.
“o aborto deve ser tratado como um caso de saúde pública”
Colocados os números e conhecidas as mulheres, a questão é o que fazer com elas. O Código Penal prevê pena de detenção de um a três anos para a gestante que provoca o aborto. E reclusão de um a quatro anos para quem faz o aborto com o consentimento da mulher grávida. A prática só não é crime quando representa risco de vida à gestante e quando decorre de estupro. “O Estado vai mesmo colocar 5 milhões de mulheres na cadeia?”, indaga o professor Marcelo Medeiros, do Departamento de Sociologia da UnB e um dos autores da pesquisa.
As opiniões são divergentes. O Ministério da Saúde e a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres da Presidência da República defendem que o aborto deve ser tratado como um caso de saúde pública. O principal argumento é o de que milhares de mulheres morreram em consequência da prática e outros milhares procuram os hospitais com complicações. A própria pesquisa mostrou que 55% das mulheres que abortaram ficaram internadas.
“O projeto (de criação de uma ‘bolsa-estupro’) discrimina a mulher e representa um retrocesso”
A coordenadora da Área de Saúde e Poder da Secretaria Especial de Políticas para Mulheres, Elizabeth Saar, defende a descriminalização como único caminho. “O assunto tem de sair das páginas policiais e ir para as páginas sociais e de saúde. O Brasil tem de assumir o compromisso de revisar a lei”, defende.
Os projetos de lei que tratam do assunto, entretanto, são dos mais polêmicos do Congresso Nacional e, por isso mesmo, não saem do lugar. O mais recente é o PL 478/2007, o Estatuto do Nascituro. A proposição garante proteção jurídica aos embriões e propõe que as mulheres que engravidaram em consequência de estupro recebam um benefício em dinheiro, daí a razão para projeto ter ficado conhecido como bolsa-estupro. “O projeto discrimina a mulher e representa um retrocesso”, afirma a professora da UnB, Débora Diniz, coordenadora da pesquisa.
Durante a discussão da proposição na Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados, parlamentares quiseram retirar da lei as situações em que o aborto é permitido, mas a tentativa fracassou. “O número alto de abortos não significa que ele deve ser descriminalizado. Mais de 50 mil pessoas por ano morrem vítimas de violência. Vamos legalizar o assassinato porque muitas pessoas matam”, questiona um dos autores do projeto, o deputado José Miguel Martini (PHS-MG).
Ele defende que as mulheres que optam pelo aborto por falta de informação sejam apoiadas pelo Estado, mas aquelas que, mesmo informadas, o praticam, devem ser punidas. “Uma mulher informada hoje só engravida se quiser. Ela tem de assumir a responsabilidade dos seus atos”, afirma. “Ao mesmo tempo, é papel do Estado oferecer apoio às mulheres que optam por essa alternativa por falta de informação”, acredita. O apoio, na opinião dele, é a oferta de condições para que a mulher evite uma gravidez indesejada e, uma vez grávida, possa fazer um pré-natal, manter seu filho em segurança e até receber assistência psicológica, caso seja necessário.
A prevenção é a política adotada pelo Ministério da Saúde. “A pesquisa mostra que estamos no caminho certo ao ampliar a oferta de métodos contraceptivos no sistema único de saúde”, afirma o assessor especial do ministério, Adson França.
“Supremo Tribunal Federal prometeu julgar a permissão do aborto no caso de fetos anencéfalos até o final do ano"
Se no Legislativo o debate não avança, o assunto ganha espaço no Judiciário. O Supremo Tribunal Federal prometeu julgar a permissão do aborto no caso de fetos anencéfalos até o final do ano. Apesar de não virar lei, a decisão cria jurisprudência sobre o assunto. Ou seja, gera uma orientação para processos sobre o tema em todas as instâncias do judiciário. “A via mais fácil ainda é a judiciária. Se a decisão do Supremo for favorável ao aborto de anencéfalos, ainda que a mulher precise recorrer à justiça, a liminar sairia entre 24 horas e 15 dias após o pedido”, explica a advogada Margarida Pressburguer, da seção do Rio de Janeiro da Ordem dos Advogados do Brasil.
“Dentre as mulheres ouvidas na pesquisa, 80% tem religião”
O assessor da Comissão para Vida e Família da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Padre Bento, acredita que os dados servem para mostrar a realidade e fomentar um debate mais esclarecido sobre o aborto. Dentre as mulheres ouvidas na pesquisa, 80% tem religião. “Esses dados levam a nós, religiosos, a encontrar novos métodos, novas estratégias e novo ardor para tratar o tema. Mostra que alguma coisa não está bem. A nossa mensagem não está chegando aos corações do homem e da mulher moderna”, explica.
Ele enfatiza que a Igreja não é contra o aborto e sim a favor da vida. “A vida é um dom, não é minha. Como posso dizer que a vida da mãe é mais importante que a de seu filho? Não cabe a nós decidir”, explica. Segundo ele, a ideia da CNBB é intensificar as campanhas de valorização da vida nas escolas e insistir na “educação para o amor”. Ele conta que em suas campanhas trabalha a mensagem de que o casal, na relação sexual, deve estar sempre aberto, preparado, para a possibilidade de ter filhos.
“64% são casadas e 81% são mães. A mulher que aborta é uma de nós. Ela é a sua irmã, ela é a sua vizinha, ela é a sua filha ou a sua mãe”
Dentre o total de mulheres que declararam na pesquisa já terem feito pelo menos um aborto, 64% são casadas e 81% são mães. “A mulher que aborta é uma de nós. Ela é a sua irmã, ela é a sua vizinha, ela é a sua filha ou a sua mãe”, define Débora Diniz. A classe social não interfere na decisão. Do total de mulheres que abortaram, 23% ganham até um salário mínimo, 31% de um a dois, 35% de dois a cinco e 11% recebem mais de cinco. “Pobres e ricas, todas abortam”, afirma a professora.
O levantamento é o maior sobre o assunto no Brasil. Antes, os dados que se dispunham eram imprecisos e coletados somente quando as mulheres tinham alguma complicação e procuravam os hospitais públicos. A elaboração da pesquisa foi antecedida de um amplo levantamento de toda a bibliografia científica sobre o aborto. Depois, foram elaborados os questionários, testados previamente por estudantes da UnB e revisados por quase 20 especialistas de toda a América Latina. “O trabalho envolveu toda a universidade e muitos dos grandes estudiosos do assunto”, explica Marcelo Menezes.
As entrevistas definitivas foram feitas pela Agência Ibope Inteligência, para garantir a imparcialidade do estudo. O método foi responder as perguntas de próprio punho e depositar em uma urna. “Só conseguimos porque garantimos a elas o sigilo”, resume Marcelo. A pesquisa já foi publicada na Revista Ciência & Saúde Coletiva, editada pela Associação Brasileira de Pós-Graduação em Saúde Coletiva/Abrasco.
Deixe sua opinião nos comentarios.
Fonte: www.bulevoador.haaan.com
sexta-feira, 14 de maio de 2010
Dois rios.
(Samuel Rosa, Lô Borges e Nando Reis.)
O céu está no chão
O céu não cai do alto
É o claro, é a escuridão
O céu que toca o chão
E o céu que vai no alto
Dois lados deram as mãos
Como eu fiz também
Só pra poder conhecer
O que a voz da vida vem dizer
Que os braços sentem
E os olhos vêem
Que os lábios sejam
Dois rios inteiros
Sem direção
O sol é o pé e a mão
O sol é a mãe e o pai
Dissolve a escuridão
O sol se põe se vai
E após se pôr
O sol renasce no Japão
Eu vi também
Só pra poder entender
Na voz a vida ouvi dizer
Que os braços sentem
E os olhos vêem
E os lábios beijam
Dois rios inteiros
Sem direção
E o meu lugar é esse
Ao lado seu, meu corpo inteiro
Dou o meu lugar pois o seu lugar
É o meu amor primeiro
O dia e a noite as quatro estações
Que os braços sentem
E os olhos vêem
E os lábios Sejam
Dois rios inteiros
Sem direção
O céu está no chão
O céu não cai do alto
É o claro, é a escuridão
O céu que toca o chão
E o céu que vai no alto
Dois lados deram as mãos
Como eu fiz também
Só pra poder conhecer
O que a voz da vida vem dizer
Que os braços sentem
E os olhos vêem
E os lábios beijam
Dois rios inteiros
Sem direção
E o meu lugar é esse
Ao lado seu, no corpo inteiro
Dou o meu lugar pois o seu lugar
É o meu amor primeiro
O dia e a noite as quatro estações
Que os braços sentem
E os olhos vêem
Que os lábios sejam
Dois rios inteiros
Sem direção
Que os braços sentem
E os olhos vêem
E os lábios beijam
Dois rios inteiros
Sem direção
O céu está no chão
O céu não cai do alto
É o claro, é a escuridão
O céu que toca o chão
E o céu que vai no alto
Dois lados deram as mãos
Como eu fiz também
Só pra poder conhecer
O que a voz da vida vem dizer
Que os braços sentem
E os olhos vêem
Que os lábios sejam
Dois rios inteiros
Sem direção
O sol é o pé e a mão
O sol é a mãe e o pai
Dissolve a escuridão
O sol se põe se vai
E após se pôr
O sol renasce no Japão
Eu vi também
Só pra poder entender
Na voz a vida ouvi dizer
Que os braços sentem
E os olhos vêem
E os lábios beijam
Dois rios inteiros
Sem direção
E o meu lugar é esse
Ao lado seu, meu corpo inteiro
Dou o meu lugar pois o seu lugar
É o meu amor primeiro
O dia e a noite as quatro estações
Que os braços sentem
E os olhos vêem
E os lábios Sejam
Dois rios inteiros
Sem direção
O céu está no chão
O céu não cai do alto
É o claro, é a escuridão
O céu que toca o chão
E o céu que vai no alto
Dois lados deram as mãos
Como eu fiz também
Só pra poder conhecer
O que a voz da vida vem dizer
Que os braços sentem
E os olhos vêem
E os lábios beijam
Dois rios inteiros
Sem direção
E o meu lugar é esse
Ao lado seu, no corpo inteiro
Dou o meu lugar pois o seu lugar
É o meu amor primeiro
O dia e a noite as quatro estações
Que os braços sentem
E os olhos vêem
Que os lábios sejam
Dois rios inteiros
Sem direção
Que os braços sentem
E os olhos vêem
E os lábios beijam
Dois rios inteiros
Sem direção
quarta-feira, 12 de maio de 2010
Dreams of Californication
Cuiabá, May 12nd, 2010 – Wednesday – Cold Day.
Dear love,
If you are reading this, that’s because I finally got courage to show you. Good for me.
We live together about two years, and there is some things about me, that you still don’t know, not things that I did, but my things and stuffs.
I met someone, it was accidental, I wasn’t looking for, I wasn’t hunting.
That was an incredible storm, she said somethings, I said too, and after that, I knew that I could spend the rest of my life on that talking.
And now, I have this feeling on my chest… maybe, she is the one. She’s totally crazy, and it makes me smile, neurotic and instable. But we can’t chose what is right or wrong, we chose what our hearts want to.
She is you, sweet.
That’s the great news, the bad one is that I don’t know how to be with you right now, and it is fucking freaking me out, because if I don’t be with you right now, I feel that we will lose ourselves on the way.
That’s a big scary world, crowded of turnarounds and we have managed to find a way to blink and miss that moment, the moment that could changed everything.
I don’t know what is happen to us, and I don’t know how to convince you to make a huge jump to live with and for me.
Well, that’s all.
Undoubtedly yours,
Dear love,
If you are reading this, that’s because I finally got courage to show you. Good for me.
We live together about two years, and there is some things about me, that you still don’t know, not things that I did, but my things and stuffs.
I met someone, it was accidental, I wasn’t looking for, I wasn’t hunting.
That was an incredible storm, she said somethings, I said too, and after that, I knew that I could spend the rest of my life on that talking.
And now, I have this feeling on my chest… maybe, she is the one. She’s totally crazy, and it makes me smile, neurotic and instable. But we can’t chose what is right or wrong, we chose what our hearts want to.
She is you, sweet.
That’s the great news, the bad one is that I don’t know how to be with you right now, and it is fucking freaking me out, because if I don’t be with you right now, I feel that we will lose ourselves on the way.
That’s a big scary world, crowded of turnarounds and we have managed to find a way to blink and miss that moment, the moment that could changed everything.
I don’t know what is happen to us, and I don’t know how to convince you to make a huge jump to live with and for me.
Well, that’s all.
Undoubtedly yours,
sexta-feira, 30 de abril de 2010
Se não houver amanhã...
Se nao houver amanhã, quero que você saiba que o seu sorriso ilumina meus dias e me faz sorrir, que o seu olhar me hipnotiza e me deixa alucinado. Quero que saiba que suas mãos nas minhas fazem meu coração disparar, que a cada simples contato da sua pele na minha me envia arrepios de puro prazer, que o seu riso é como música para os meus ouvidos, que quando seus braços me envolvem e me abraçam desejo que eles fiquem ali para sempre. só quero que você saiba que eu te amo , antes que seja tarde demais.
quinta-feira, 22 de abril de 2010
"Ensaio, Olhares. Musica"
Fecho os olhos pra não ver passar o tempo, sinto falta de você
Anjo bom, amor perfeito no meu peito, sem você não sei viver
Vem, que eu conto os dias conto as horas pra te ver
Eu não consigo te esquecer
Cada minuto é muito tempo sem você, sem você
Os segundos vão passando lentamente, não tem hora pra chegar
Até quando te querendo, te amando, coração quer te encontrar
Vem, que nos seus braços esse amor é uma canção
E eu não consigo te esquecer
Cada minuto é muito tempo sem você, sem você
Eu não vou saber me acostumar sem sua mão pra me acalmar
Sem seu olhar pra me entender, sem seu carinho, amor, sem você
Vem me tirar da solidão, fazer feliz meu coração
Já não importa quem errou, o que passou, passou então vem
Vem, vem, vem
Com amor...
Anjo bom, amor perfeito no meu peito, sem você não sei viver
Vem, que eu conto os dias conto as horas pra te ver
Eu não consigo te esquecer
Cada minuto é muito tempo sem você, sem você
Os segundos vão passando lentamente, não tem hora pra chegar
Até quando te querendo, te amando, coração quer te encontrar
Vem, que nos seus braços esse amor é uma canção
E eu não consigo te esquecer
Cada minuto é muito tempo sem você, sem você
Eu não vou saber me acostumar sem sua mão pra me acalmar
Sem seu olhar pra me entender, sem seu carinho, amor, sem você
Vem me tirar da solidão, fazer feliz meu coração
Já não importa quem errou, o que passou, passou então vem
Vem, vem, vem
Com amor...
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